Debate pega fogo

Debate pega fogo

Promovido pela Rádio Guaíba, Correio do Povo e Amrigs, confronto entre candidatos foi o mais quente até aqui

Taline Oppitz

Debate foi realizado nesta terça-feira

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O debate entre 10 candidatos à prefeitura de Porto Alegre, promovido pela Rádio Guaíba, Correio do Povo e Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs), foi marcado pelo aumento na temperatura. Colaboraram para o cenário de embates e cobranças bem mais incisivos do que em encontros anteriores, realizados até aqui, a proximidade com o primeiro turno da eleição, no dia 15 de novembro e o insubstituível  formato presencial. Uma série de medidas e todos os protocolos sanitários foram cumpridos para garantir a segurança dos presentes.

Os alvos prioritários foram o prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB), que responde pela atual gestão e que busca a reeleição, e Manuela D’Ávila (PCdoB), que lidera as pesquisas de intenções de votos. O clima mais quente, no entanto, não ficou restrito as interações dos demais com o tucano e a comunista, que, aliás, foram afiados em suas repostas. Foram vários os momentos em que os demais candidatos protagonizaram confrontos tensos. Entre eles, de destacaram as cobranças de Juliana Brizola (PDT) à postura “mais à direita” adotada por Sebastião Melo (MDB). Os dois foram parceiros de chapa na última disputa pelo Paço Municipal. Fernanda Melchionna (PSol), fez uma série de críticas aos partidos que já comandaram Porto Alegre, com foco em Marchezan, e foi a principal responsável por trazer ao debate o cenário nacional e ações do governo Jair Bolsonaro sempre que possível, mas também em cobranças diretas a Gustavo Paim (PP), um dos mais alinhados ao Planalto.

José Fortunati (PTB), que antecedeu o governo Marchezan, também foi cobrado por sua administração. Os temas da saúde, da educação, do desenvolvimento e da retomada da economia em meio ao cenário da pandemia do coronavírus foram os mais explorados, mas acabaram não aprofundados em meio ao clima bélico que se impôs principalmente a partir do meio do segundo bloco em diante.

Mágoas na vitrine

Marchezan e  Paim protagonizaram momento de embate que beirou o pessoal, quando o candidato do PP e atual vice prefeito escolheu o tucano para lhe questionar. Marchezan fez acusações de desvios realizados por progressistas e outros partidos que integraram sua base e chamou Paim de incompetente. Paim retribuiu na mesma moeda, mencionando episódios de eleições passadas, quando Marchezan teve a candidatura indeferida e acusou o prefeito de inabilidade e de terceirizar responsabilidades. Em seguida, em confronto com Fortunati, Paim voltou ao tema e disse que a briga de ambos se deu em função de problemas em contratos de publicidade milionários que ele, Paim, se negou  assinar. 

Franco atirador com alvo único

Rodrigo Maroni (Pros) foi o franco atirador mas com alvo específico: Manuela D’Ávila. Em embates diretos e indiretos, Maroni fez uma série de acusações e chegou a chamar Manuela de “mentirosa compulsiva”, o que lhe garantiu direito de resposta. A comunista tentou evitar ataques diretos, mas acabou citando o caso de perseguição do qual Maroni teria sido vítima mas que foi questionada pela polícia, classificando a situação como “atentado forjado”. 

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