Eleições 2022: resistências dificultam articulações na disputa ao Piratini

Eleições 2022: resistências dificultam articulações na disputa ao Piratini

Impasses são grandes envolvendo o MDB e a frente ampla de esquerda no Rio Grande do Sul

Taline Oppitz

Gabriel Souza reunido com prefeitos do MDB, em Restinga Sêca, para posse do presidente da Famurs

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A política é dinâmica e os cenários podem ser alterados, mas duas situações vêm se sustentando no mapa eleitoral do Estado apesar das articulações em contrário. A pré-candidatura de Gabriel Souza (MDB) ao Piratini é uma delas. Todo o processo em torno da viabilização de uma terceira via nacionalmente, com o apoio do PSDB à pré-candidatura da senadora Simone Tebet (MDB), foi marcado por uma sucessão de erros políticos que beiram o amadorismo. Como resultado, a pressão para que o MDB gaúcho recuasse do protagonismo para apoiar Eduardo Leite (PSDB), surtiu o resultado contrário.

Por motivos distintos, mas com o mesmo objetivo, o de resistência, alas do partido se uniram para defender a pré-candidatura. Incluindo as de lideranças que podem ser consideradas mais que adversárias internas do deputado. Na noite de segunda-feira, Gabriel Souza esteve com prefeitos do partido (foto), que se reuniram em Restinga Sêca para a posse do colega Paulo Ricardo Salerno no comando da Famurs. O clima foi de unanimidade na defesa do protagonismo.

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Outra peça do cenário gaúcho envolve a tentativa de viabilizar a frente ampla, com a adesão do PSB, que tem Beto Albuquerque como pré-candidato. A manifestação do petista Luiz Fernando Mainardi, de que as posições políticas do PSB nos últimos anos impedem o apoio do PT, mas que Beto poderia concorrer ao Senado, ampliaram a tensão. Segundo Beto, Mainardi deveria saber que não existe candidato bom para uma coisa e ruim para outra.

“É preciso escolher gestores experientes, com capacidade de diálogo amplo, não só para sua bolha, e que seja competente. Somente estou disponível para ser candidato a governador. Me preparei muito para isto. O Geraldo Alckmin (PSB) é bom para ser vice do Lula, mas o Beto mais ou menos aqui?, disse o socialista. Beto afirmou ainda que esta será sua última eleição e que, se vencer, cumprirá os quatro anos de mandato. “Não vou à reeleição. Eu tenho palavra”.


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