Leite assume pré-candidatura ao Planalto em 2022

Leite assume pré-candidatura ao Planalto em 2022

A principal disputa agora, antes da sucessão presidencial, é interna uma vez que João Doria está fardado para disputar o Planalto

Taline Oppitz

Leite é reconhecido pelo diálogo e ponderação

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O que antes se tratava como especulação, agora ganhou terreno na realidade. O governador Eduardo Leite (PSDB), após almoço com parte da bancada federal tucana, no Piratini, aceitou percorrer o Brasil para divulgar as ações de seu governo no Estado e debater projeto para o país. “Aceitei essa missão de levar essa experiência nas boas conversas que teremos Brasil afora”, disse Leite, após o encontro. Na prática, Leite se torna pré-candidato ao Planalto e sua administração vitrine nacional do partido.

A principal disputa agora, antes da sucessão presidencial, é interna. O governador de São Paulo, João Doria, está fardado para disputar o Planalto. Apesar de Doria ter se capitalizado com o episódio do empenho pela vacina, ala do PSDB está insatisfeita com a atuação do governador, que cogitou, inclusive, assumir a presidência do partido, e os recursos envolvidos, sem combinar com os russos. A postura de Doria é considerada autoritária, enquanto Leite é reconhecido pelo diálogo e ponderação.

Há pelo menos outra diferença entre ambos que tem pesado internamente. Enquanto Doria se firmou como arqui-inimigo do presidente Jair Bolsonaro, Leite tem postura distinta e bem mais moderada, mas nenhum alinhamento político direto com Bolsonaro. “Não podemos criticar o autoritarismo ao mesmo tempo em que o exercemos. Além disso, o PSDB não faz oposição desconstrutiva e raivosa, como a esquerda. Queremos agregar e defender um projeto para o país”, disse o deputado federal Lucas Redecker, em entrevista ao programa ‘Esfera Pública’.

Está claro que o PSDB quer se viabilizar como alternativa a Bolsonaro em 2022, mas com estratégia para buscar votos inclusive entre o eleitorado do presidente. Ou parte dele, especialmente os anti-PT e esquerda, que teriam alternativa de voto em candidato sem o radicalismo de Bolsonaro, em diversas pautas, entre elas, as dos costumes. 

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