O tempo dirá

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Critérios do novo modelo precisam ser estabelecidos com cautela, transparência e comunicação, para evitar dúvidas e desconfianças

Taline Oppitz

Governador não descarta interferências do Estado

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As primeiras classificações do novo sistema de enfrentamento à pandemia no Rio Grande do Sul, o chamado “3As”, colocaram em alerta cinco regiões: Cachoeira do Sul, Cruz Alta, Ijuí, Passo Fundo e Santo Ângelo. O prazo das regiões para responder sobre o cenário e apresentar ao governo do Estado plano de ação compatível com o alerta é de 48 horas.

Além dos alertas, sete das 21 regiões do Estado receberam avisos: a de Santa Maria, Uruguaiana, Santa Rosa, Palmeira das Missões, Pelotas, Caxias do Sul e Santa Cruz do Sul. Nesta situação, não há necessidade de apresentação de medidas ao Piratini, mas de reforço na atenção ao quadro da pandemia.

O governador Eduardo Leite (PSDB) afirmou que o governo está dando ao novo sistema um reforço na governança, já que as regiões são chamadas a agir. “Se as providências não forem consideradas proporcionais ao nível de gravidade, então, o Gabinete de Crise pode deliberar por intervenção, mas sempre precedida de composição”, disse o tucano. Na prática, assim como aconteceu com o antecessor Modelo de Distanciamento Controlado, é no dia a dia que tanto o governo gaúcho quanto os gestores municipais irão se adaptar e identificar aperfeiçoamentos que devem ser colocados em prática no novo sistema.

Os critérios, no entanto, precisam ser estabelecidos com cautela, transparência e comunicação, para evitar dúvidas e, o que seria pior, desconfianças. O Distanciamento Controlado que teve vigência de um ano, passou por 11 modificações, que, aos poucos, principalmente nos últimos meses, colocaram a ferramenta em xeque. A eficácia do novo sistema também será verificada nas próximas semanas, com os quadros identificados nas regiões, de controle, ou de piora nos números de contaminados e de ocupações nos leitos clínicos e de UTI Covid. 


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