Prefeitura deve subsidiar transporte por 90 dias com R$ 12 milhões

Prefeitura deve subsidiar transporte por 90 dias com R$ 12 milhões

Ajuda do Executivo visa manter a tarifa no patamar atual de R$ 4,55

Taline Oppitz

Subsídio ocorreria em duas frentes: através de valores para auxiliar na manutenção da tarifa e com ações como a liberação para redução parcial da frota em linhas ociosas

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Originalmente prevista para hoje, a quarta reunião de mediação com a participação do Judiciário sobre o transporte coletivo em Porto Alegre ficará para sexta ou segunda-feira. O motivo do adiamento é a possibilidade de entendimento, até lá, entre as partes, no caso, a prefeitura e a Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP), que representa as empresas de ônibus. Reuniões já estão marcadas. A intenção é a de que no próximo encontro seja possível bater o martelo e garantir um desfecho. A alternativa que ganha força é a de subsídio da prefeitura, por 90 dias, visando manter a tarifa no patamar atual, de R$ 4,55 ou no máximo em R$ 4,70, durante três meses.

Hoje, a tarifa técnica, integrada pelos custos com óleo diesel e pneus, entre outros vários itens, é de R$ 5,20. O valor foi reivindicado pelos empresários na segunda reunião de mediação com a presença do Judiciário, sem êxito. O subsídio municipal ocorreria em duas frentes: na liberação de R$ 12 milhões para auxiliar na manutenção da tarifa, e com ações como a liberação para redução parcial da frota em linhas ociosas, nos chamados horários de entre pico, quando o movimento de usuários é menor.

No prazo de 90 dias estipulado para o subsídio, o cenário será acompanhado de perto, pois há expectativas de aumento do número de usuários, hoje em 50% do habitual. Entre os pontos observados estarão a evolução da vacinação, a retomada das aulas nas redes pública e privada e o reaquecimento do comércio. A estimativa da ATP é a de que, com este cenário, após o período de três meses, o índice de usuários possa chegar a 70%, viabilizando nova rodada de negociações com a prefeitura em torno do que pode ser estabelecido dali em diante. O prazo também servirá para o governo Melo tentar emplacar na Câmara de Porto Alegre projetos como o de revisão das isenções e também a retomada da discussão sobre o papel dos cobradores.


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