Inovação para o sistema cooperativista
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Inovação para o sistema cooperativista

Há dois anos, a FecoAgro/RS desenvolve projeto de inovação com boa adesão de cooperativas gaúchas

Visita técnica de representantes de cooperativas em São Francisco, nos Estados Unidos

O sistema cooperativista precisa de inovação. É com esta certeza que a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) trabalha, há dois anos, em um projeto que busca provocar as cooperativas a adaptação às novas tecnologias e fomentar a cultura da inovação.

Paulo Pires, presidente da FecoAgro/RS, explica que as cooperativas possuem suas singularidades, o que muitas vezes di­ficulta as ações da entidade. “Por isso, precisamos implementar ações sistêmicas, que são importantes para o cooperativismo”. A federação propõe ações que devem trazer melhorias para as cooperativas.

O projeto de inovação levou um grupo de empresários a visitas técnicas em San Francisco, nos Estados Unidos. O objetivo da viagem, que ocorreu no ­final do ano passado, foi apresentar para representantes de cooperativas o que está sendo feito em termos de empreendedorismo e tecnologias que venham a contribuir para as mais diferentes ações, tanto na agricultura como no dia a dia das cooperativas. Workshops, treinamento e visitas da direção da federação às cooperativas integram as ações do projeto.

O presidente explica que as cooperativas são sócias da federação, de adesão espontânea, mas que a entidade não interfere nas ações individuais. “São ações que elas integram de forma espontânea”, lembra o presidente. Ele destaca que, além da inovação, a FecoAgro/RS tem como missão olhar para os pequenos produtores. “Os médios e grandes produtores são importantes, mas nossa grande razão de ser são os pequenos, que representam 75% do total”. Ele disse que este cenário é característico do cooperativismo. O associativismo é fundamental para levar ao produtor o que ele não tem, seja um sistema de armazenamento, poder de negociação ou até mesmo a assistência técnica.

Sobre a assistência técnica, ele revela que é a forma de levar rentabilidade ao produtor, de levar geração de renda para as regiões. “O produtor precisa ser competitivo e, para isto, precisa ter escala. A cooperativa existe para dar a ele o que ele não tem”. Paulo entende que as cooperativas devem ser empresas, e empresas e­ficientes, com resultados. “E hoje o associado também quer este resultado”, lembra. Por este motivo, são necessários processos de inovação, que levem a tecnologia e a criatividade ao cooperativismo.


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