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Inovação para o sistema cooperativista

Há dois anos, a FecoAgro/RS desenvolve projeto de inovação com boa adesão de cooperativas gaúchas

Visita técnica de representantes de cooperativas em São Francisco, nos Estados Unidos
Visita técnica de representantes de cooperativas em São Francisco, nos Estados Unidos Foto : Sérgio Feltraco

O sistema cooperativista precisa de inovação. É com esta certeza que a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) trabalha, há dois anos, em um projeto que busca provocar as cooperativas a adaptação às novas tecnologias e fomentar a cultura da inovação.

Paulo Pires, presidente da FecoAgro/RS, explica que as cooperativas possuem suas singularidades, o que muitas vezes di­ficulta as ações da entidade. “Por isso, precisamos implementar ações sistêmicas, que são importantes para o cooperativismo”. A federação propõe ações que devem trazer melhorias para as cooperativas.

O projeto de inovação levou um grupo de empresários a visitas técnicas em San Francisco, nos Estados Unidos. O objetivo da viagem, que ocorreu no ­final do ano passado, foi apresentar para representantes de cooperativas o que está sendo feito em termos de empreendedorismo e tecnologias que venham a contribuir para as mais diferentes ações, tanto na agricultura como no dia a dia das cooperativas. Workshops, treinamento e visitas da direção da federação às cooperativas integram as ações do projeto.

O presidente explica que as cooperativas são sócias da federação, de adesão espontânea, mas que a entidade não interfere nas ações individuais. “São ações que elas integram de forma espontânea”, lembra o presidente. Ele destaca que, além da inovação, a FecoAgro/RS tem como missão olhar para os pequenos produtores. “Os médios e grandes produtores são importantes, mas nossa grande razão de ser são os pequenos, que representam 75% do total”. Ele disse que este cenário é característico do cooperativismo. O associativismo é fundamental para levar ao produtor o que ele não tem, seja um sistema de armazenamento, poder de negociação ou até mesmo a assistência técnica.

Sobre a assistência técnica, ele revela que é a forma de levar rentabilidade ao produtor, de levar geração de renda para as regiões. “O produtor precisa ser competitivo e, para isto, precisa ter escala. A cooperativa existe para dar a ele o que ele não tem”. Paulo entende que as cooperativas devem ser empresas, e empresas e­ficientes, com resultados. “E hoje o associado também quer este resultado”, lembra. Por este motivo, são necessários processos de inovação, que levem a tecnologia e a criatividade ao cooperativismo.