Cervejaria inova e reverte impactos causados pela pandemia
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Cervejaria inova e reverte impactos causados pela pandemia

A cerveja começou a ser comercializada em embalagens pet e alcançou um novo segmento de consumidores

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COLABORE

Bebida que antes era envasada em barril e garrafa, agora é comercializada também em embalagens pet


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A Cervejaria Reculuta é um exemplo de reposicionamento e estratégia diante da crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus. Com cinco anos de mercado, foi a primeira cervejaria de Guaíba, na região Metropolitana. Atualmente, os produtos são comercializados também na região Norte do Estado. 
 
Cristiano Mielczarski Junior, um dos quatro sócios da empresa, lembra que, com a pandemia, o faturamento caiu 85%, já que os principais clientes são bares, restaurantes e eventos, os mais impactados pela crise. Porém, os sócios decidiram inovar e comercializar o produto de uma forma que ainda não haviam experimentado: em embalagens pet. 
 
“Optamos por nos tornar mais competitivos economicamente em relação a cervejas comerciais, mantendo os diferenciais e a qualidade da nossa cerveja. Chegamos em mercados e açougues e possibilitamos o consumo do produto”. Ele entende que ocorreu um reposicionamento do produto, chegando a clientes que não chegavam antes da pandemia. “O consumo da cerveja mudou, e estamos nos adaptando a esta mudança. Somos ainda mais atrativos comercialmente”.
 
O sócio lembra que o começo foi como cervejaria cigana, que produz cerveja na estrutura de outras indústrias. No segundo ano, já tinha sua própria indústria e, hoje, alugam seu espaço para cervejarias ciganas. A Reculuta produz 30 mil litros de cerveja por mês. São estilos como cream ale, apa, weiss, pilsen, ipa e cacau porter. Outros quatro devem ser lançados ainda neste ano. O lançamento do estilo ocorre em barris e depois em garrafas e embalagens pet.