Espaço Mais Inovação da Unijuí terá ambientes voltados às cidades inteligentes

Espaço Mais Inovação da Unijuí terá ambientes voltados às cidades inteligentes

Focado nas smart cities, projeto é amplo, abrange três etapas de execução e cinco espaços inovadores

COLABORE

Conjunto de salas, no antigo Dcceng, estão sendo preparadas para o Espaço Mais Inovação

publicidade

Está em processo de implantação a primeira fase do Espaço Mais Inovação, da Unijuí, em Ijuí. O projeto, que tem como foco as smart cities, ou cidades inteligentes, é amplo, abrange três etapas de execução e, na primeira, conta com um conjunto de cinco espaços – todos instalados no prédio do antigo Departamento de Ciências Exatas e Engenharias (Dceeng).

“As smart cities são aquelas que, por meio da absorção de soluções inovadoras, especialmente ligadas às Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs); ao movimento da Internet das Coisas (IOT) e ao fenômeno do Big Data, otimizam o atendimento às suas demandas públicas, aproximando-se, tanto quanto possível, do estágio tecnológico vigente na humanidade”, explicou o coordenador do projeto, professor Peterson Cleyton Avi.

Para que o projeto começasse a sair do papel, foram viabilizados recursos, a partir do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio de emenda do ex-deputado federal Darcísio Perondi. Dos R$ 6 milhões previstos para as três etapas, R$ 2 milhões já estão sendo aplicados na primeira fase e outros R$ 2 milhões já foram aprovados.

A primeira etapa do projeto consiste na implantação do Espaço Mais Inovação, que contará com cinco ambientes: o Laboratório de Desenvolvimento de Internet das Coisas, Laboratório de Smart Grids, Espaço de Ideação, Espaço de Coworking e uma Sala de Realidade Aumentada. Entre as ações previstas nesta fase, estão oficinas, seminários, workshops, capacitações, encontros, desafios, consultorias, mentorias e rodadas de negócios.

“Temos como público-alvo crianças, jovens e adultos, majoritariamente estudantes, pesquisadores, empresários e gestores públicos. O objetivo é qualificar estas pessoas para que possam utilizar, criativamente, a infraestrutura nos ambientes e no entorno, com vistas ao desenvolvimento de produtos e processos inovadores, além de incentivar a interação com os demais agentes de inovação da comunidade”, destacou o professor Peterson.

Já na segunda etapa, também prevista para este ano e já aprovada pelo MCTI, serão investidos R$ 2 milhões na ampliação e qualificação do Espaço Mais Inovação. Grandes ações estão previstas nesta fase: para além da ampliação já citada, a qualificação da infraestrutura de apoio aos laboratórios de pesquisa e inovação multiusuários. Ainda, a capacitação de recursos humanos, em diversos níveis, para produzir e operar tecnologias voltadas às cidades inteligentes. “Este também será um espaço de ensino e estímulo ao desenvolvimento de soluções para as smart cities”, observa o educador.

E para a terceira fase, está prevista a implantação de um ambiente de demonstração de tecnologias para cidades inteligentes – ou seja, uma vitrine viva e um guia para os demandantes de tecnologias, que são os municípios e demais parceiros na região. Também, a implantação de um espaço de demonstração de ciências que vai estar ligado ao Museu Antropológico Diretor Pestana (MADP).



Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895