Clubes se manifestam após morte de homem negro em hipermercado de Porto Alegre
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Clubes se manifestam após morte de homem negro em hipermercado de Porto Alegre

João Alberto era torcedor do São José, e equipe pediu o fim do preconceito dentro e fora dos gramados

Correio do Povo

João Alberto foi agredido por segurança e morreu em hipermercado de Porto Alegre

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O São José e o Grêmio usaram as suas redes sociais para manifestar o seu pesar pela morte de João Alberto Silveira Freitas, morto ao se espancado dentro de um hipermercado de Porto Alegre. A vítima, que tinha 40 anos, torcia para o Zequinha e era integrante da torcida Farrapos. 

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"Neste Dia da Consciência Negra, nossa reflexão é um apelo por justiça. Na noite desta quinta (19), nosso torcedor, João Alberto Silveira Freitas, negro, foi morto espancado por seguranças de um hipermercado na zona norte de Porto Alegre", escreveu o Zequinha. 

O São José ainda destacou que a morte de João Alberto foi mais um caso de violência que escancara a desigualdade de direitos na sociedade. "O preconceito estrutural está presente, como uma chaga que cura. Quando se fala em consciência, o que se pede é respeito a cada um, com seus valores e vivências. Chega de preconceito. Chega de desigualdade de direitos. Chega de desigualdade de oportunidades pela cor da pele. Chega de violência", completou o clube. 

Já o Grêmio, que horas antes celebrou via Twitter o Dia da Consciência Negra com um vídeo em que reúne seus atletas negros, tanto do time masculino quanto da equipe feminina, se manifestou contra a relativização da discriminação racial. 

"Até quando teremos famílias destruídas e sonhos desfeitos, como os de João e de te tantos outros, pela falta de consciência e o desrespeito à vida humana? Discriminação racial não é algo que possa ser relativizado, mas permanentemente combatido", disse o Tricolor. 

O Inter ampliou o discurso de São José e Grêmio e lamentou a brutalidade do caso e disse que segue na luta por uma sociedade sem racismo. 


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