COI mostra preocupação por impacto da Copa do Mundo a cada dois anos
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COI mostra preocupação por impacto da Copa do Mundo a cada dois anos

Comitê Olímpico Internacional quer um debate mais amplo sobre essa possibilidade

AFP

Fifa vem manifestando intenção de aumentar frequência da Copa do Mundo

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O Comitê Olímpico Internacional (COI) exigiu neste sábado uma "consulta mais ampla" sobre o projeto de realização da Copa do Mundo a cada dois anos, preocupado em ver o futebol invadir um pouco mais o espaço das outras modalidades.

Dobrar a frequência da Copa do Mundo para "gerar mais receita para a Fifa", escreve o COI, criaria "um conflito com outros grandes eventos esportivos internacionais, especialmente no tênis, golfe, ginástica, natação, atletismo e Fórmula 1".

A comissão executiva do órgão olímpico vê nisso o risco de "um ataque à diversidade e ao desenvolvimento de outras modalidades que não o futebol", cuja audiência seria reduzida pelo efeito desta competição que tem grande audiência.

O COI não se referiu à competição que uma possível Copa do Mundo a cada dois anos teria sobre os Jogos Olímpicos enquanto atualmente as edições dos dois principais eventos esportivos do mundo ocorrem separadamente com uma diferença de dois anos entre cada torneio.

Além disso, o órgão sediado em Lausanne (Suíça) estima que "o aumento das competições masculinas" pode prejudicar o desenvolvimento do futebol feminino, uma crítica já lançada por muitos adversários do projeto Fifa, especialmente a Uefa, clubes europeus e organizações de torcedores.

Por fim, e enquanto a Fifa pretende ter uma edição de sua principal competição a cada verão (no hemisfério norte), alternando com torneios continentais como a Eurocopa, o COI mostra-se preocupado com a "significativa pressão adicional sobre a saúde física e mental dos jogadores".

A Fifa divulgou há algumas semanas que está realizando uma "consulta ampla e aprofundada" sobre a reforma do calendário internacional, para obter uma votação de suas associações no final do ano, mas uma grande coalizão liderada pela Uefa e clubes europeus ainda não foram ouvidas pela entidade qe rege o futebol no mundo.


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