Emocionado, Vizeu lamenta "sonhos interrompidos" em tragédia no CT do Flamengo
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Emocionado, Vizeu lamenta "sonhos interrompidos" em tragédia no CT do Flamengo

Atleta criado na base do clube carioca e o técnico Renato Portaluppi falaram à imprensa sobre o caso

Por
Correio do Povo

Vizeu disse que morou por muito tempo no local que pegou fogo

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O técnico do Grêmio, Renato Portaluppi, e o atacante Felipe Vizeu lamentaram o incêndio que deixou dez mortos no Centro de Treinamento do Flamengo na madrugada desta sexta-feira. Criado nas categorias de base do clube carioca, o jogador se dirigiu rapidamente à imprensa no final desta manhã somente para falar sobre o caso. Ele apareceu visivelmente emocionado e comentou que está muito triste porque viveu muito tempo nas dependências que foram consumidas pelo fogo.

"É sempre um sonho que a gente tem, chegar ao profissional, realizar o sonho dos familiares. Quando você tenta e não consegue, sempre tem frustração, mas ser interrompido é ainda difícil", falou, se referindo às vítimas da tragédia, todos jovens com idades entre 14 e 17 anos.

O atleta classificou o ocorrido como algo lamentável e afirmou que não tem muitas informações sobre o caso. "O que eu desejo para as famílias é o meu sentimento e muitas forças, porque nós sabemos a dificuldade que é perder um ente querido, ainda mais um filho que está em busca do seu sonho. Falar é complicado, porque é momento de muita tristeza para nós", completou. Vizeu ainda disse que não é só o Flamengo que está de luto, mas todo o futebol. "Tenho certeza que Deus vai cuidar de todos os familiares nesse momento de muita tristeza para nós", finalizou.

Antes de iniciar sua entrevista coletiva, Renato chegou à sala de imprensa com um semblante diferente do seu tradicional. Cabisbaixo, disse que queria dar os seus sentimentos às pessoas envolvidas na tragédia. "Realmente, para o futebol, é muito triste. Não adianta eu ficar falando várias palavras para as famílias porque nessas horas é difícil consolá-las. Então, fica aqui o meu sentimento. A gente sempre torce para que esse tipo de tragédia não aconteça mais. Não só essas, mas as últimas que vêm acontecendo no Brasil", falou.

O treinador também disse que chegou cedo ao CT do Grêmio na manhã desta sexta-feira e que foi inevitável falar sobre o assunto. "Não tem como não conversar, trocar algumas ideias. Falei com o próprio Leo Moura. Infelizmente, são coisas que nos chocam bastante", concluiu.