Foco e preservação motivam escolha do Grêmio por preparação em Atibaia

Foco e preservação motivam escolha do Grêmio por preparação em Atibaia

Renato Portaluppi revelou que abandonou a ideia de treinar em gramado sintético antes da decisão com o Palmeiras

Correio do Povo

Renato Portaluppi levará todo o grupo de jogadores do Grêmio para a preparação em Atibaia

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O Grêmio treina nesta quinta-feira no Centro de Treinamentos presidente Luiz Carvalho, almoça e no começo da tarde inicia o deslocamento para Atibaia. A opção por levar o grupo com alguns dias de antecedência para a cidade que fica a 65 quilômetros de São Paulo é para manter o grupo sob cuidados intensos e concentrado 100% na decisão de domingo contra o Palmeiras, pela Copa do Brasil.

“Quando fizemos a logística, antes mesmo do primeiro jogo, já estava determinado que o grupo irá viajar. Infelizmente, sabemos do problema da Covid-19, mas o grupo vai estar junto, tendo todos os cuidados com alimentação, sono e testes. Se ficássemos treinando em Porto Alegre e viajássemos na véspera da partida, você pode perder o controle de algum jogador e ele trazer para dentro do CT a Covid-19 e prejudicar todo mundo. Nesta hora, também é importante conversar, trocar ideias e unir ainda mais o grupo. Isso aqui é uma família. Falei com os líderes e eles apoiaram a ideia. Até porque não vamos para um jogo qualquer, vamos para uma decisão”, ressaltou o técnico Renato Portaluppi.

O Grêmio precisa vencer por vantagem de um gol e nas penalidades, ou por dois de margem para ser hexacampeão no tempo normal. Apesar da dificuldade de reverter a situação no Allianz Parque, Renato destaque que é possível e fará o trabalho de mobilização até o domingo.

“Vamos com toda a esperança, trabalhar para isso e conversar para que possamos ser um pouco diferentes da primeira partida contra o Palmeiras. Não que a equipe não tenha lutado, mas em decisões são poucas chances e o Palmeiras soube aproveitar a deles. Temos mais 90 minutos lá”, destacou.

Desistência de treinar em gramado sintético

A possibilidade de lesionar algum jogador em um gramado sintético diferente daquele do estádio palmeirense fez o Grêmio desistir de fazer alguns trabalhos para melhor se adaptar. “Se tratando de uma decisão é muito arriscado treinar em um gramado sintético por dois motivos. Primeiro, o gramado do Palmeiras é muito bom. É 100% sintético, mas é uma grama especial. Quando jogamos lá, todo mundo gostou e se adaptou. Quando falam de grama sintética, algumas pessoas acham que todas são iguais, mas não são. Tem uma diferença muito grande. (...) Se tivéssemos 15 ou 20 dias para treinar, tudo bem, mas não podemos correr o risco de perder algum jogador”, afirmou.

Renato ainda destacou que a grama sintética que tem na Arena, que é bastante diferente dos gramados utilizados por clubes brasileiros em seus estádios, deverá ser retirada, pois vem gerando incômodos físicos em alguns jogadores. “Vou pedir para a diretoria do Grêmio retirar a parte de grama sintética que fica atrás das metas, onde os jogadores aquecem, pois muitos estão reclamando de dores, que eles não tinham”, revelou.

O jogo contra o Palmeiras está marcado para domingo, às 18h. O próximo compromisso pelo Campeonato Gaúcho é contra o Esportivo, no dia 14, às 16h. Porém, o horário deve mudar para o período da noite, como ocorreu nas primeiras rodadas do Gauchão. A partida programada para o próximo domingo, contra o São José, a exemplo do confronto contra o Caxias, na primeira rodada, foi adiada e ainda não tem data confirmada para a realização.

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