Grêmio irá parcelar salários
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Grêmio irá parcelar salários

Clube fez acordo com os jogadores, que não aceitaram redução, mas adiamento do pagamento

Por
Rafael Peruzzo

Clube irá parcelar vencimentos dos jogadores em função da pandemia de coronavírus


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Não é porque construiu uma situação sólida financeiramente nos últimos anos que o Grêmio não esteja atravessando inúmeras dificuldades econômicas neste período de pandemia de coronavírus. A partir do mês de julho, entrará em vigor a segunda etapa do plano de contingenciamento do clube. E uma das medidas que se esperava era o corte nos salários dos jogadores. Mas isso não vai ocorrer, ao menos nos próximos três meses. A direção chegou a um novo acordo com os atletas, que não aceitaram a redução, mas terão parte dos vencimentos pagos posteriormente, em 2021 e podendo se estender até 2022. 

Haverá um diferimento/parcelamento de cerca de 20% dos salários dos jogadores nos meses de julho, agosto e setembro. Atualmente, a folha salarial do clube está na casa dos R$ 12 milhões. Os valores a serem pagos posteriormente significarão uma economia importante. No início da pandemia, Grêmio e jogadores já haviam acordado a transferência do pagamento dos direitos de imagem neste período sem jogos para 2021. “Realmente essa modelagem está sendo negociada e praticamente finalizada”, confirma o vice de futebol do Grêmio, Paulo Luz. 

Jogadores que têm contrato encerrando no final deste ano ou em 2021 poderão ficar sem vínculo com o clube e seguir recebendo do Grêmio. As contas e quedas de receitas em 2020 ainda vão fazer estragos nas próximas temporadas. 

O presidente Romildo Bolzan Júnior não esconde que a situação é difícil. Por isso tem trabalhado nos bastidores para que as questões que envolvem o retorno do futebol avancem. Uma delas é o treinamento coletivo. Bolzan tem batido na tecla de que os protocolos sanitários de equipes como Grêmio e Inter possibilitam esse tipo de trabalho. 


A primeira etapa do plano de contingência se encerra no dia 30 deste mês. O mandatário gremista esperava que o futebol voltasse em seguida, mas o cenário crescente da pandemia no Estado e no país fizeram com que as autoridades recuassem e o Conselho de Administração teve de refazer as projeções que já eram bastante drásticas.