Grêmio lamenta rejeição do MP por acordo nas obras do entorno da Arena

Grêmio lamenta rejeição do MP por acordo nas obras do entorno da Arena

Ministério Público não concordou com modelagem da operação

Por
Correio do Povo

Acordo foi rejeitado pelo Ministério Público


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O Grêmio manifestou-se por meio de uma nota de esclarecimento sobre o fato de o Ministério Público do Estado ter rejeitado mais um modelo de operação para a execução das obras do entorno do Arena. O clube destacou que não é parte da Ação Civil Pública n° 001/1.13.0012134-4 promovida pelo MP, que tramita na 10ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre e versa sobre a execução das obras de compensação urbanísticas e ambientais do Complexo Arena do Grêmio. 

A ação do MP inclui a Arena Porto-Alegrense S.A, Karagounis Participações S.A., Albízia Empreendimentos Imobiliários SPE Ltda. e Município de Porto Alegre. “O clube não é responsável pelo cumprimento de tais obrigações quanto à realização de obras do entorno da Arena que, nos termos da ação acima mencionada, caberá de forma individual ou coletiva às partes rés da referida ação”, diz um trecho do comunicado do Grêmio publicado no site oficial. 

O clube ressalta que se dispôs a fazer parte da negociação entre as partes em função da importância das obras para o bairro Humaitá e arredores. A questão do entorno também é fundamental para que o clube consiga comprar a gestão da Arena.

Em manifestações recentes, diante da complexidade do negócio, o presidente Romildo Bolzan Júnior tem manifestado um certo pessimismo com a compra da gestão da Arena, muito por conta do imbróglio envolvendo as obras do entorno do estádio. O mandatário, inclusive, tem dito que no momento oportuno vai se manifestar sobre o assunto. 

No ano passado, um acordo entre todas as partes envolvidas nas obras do entorno da Arena esteve muito próximo de ser concretizado. O MP teria justificado sua negativa ao modelo mais recente da operação por não concordar com as garantias apresentadas. “A participação do clube em eventual acordo judicial seria/será exclusivamente na qualidade de garantidor financeiro, até um determinado limite (R$ 37,8 milhões), para assegurar a execução das obras do entorno, objeto do acordo judicial, que seriam/serão executadas, por uma nova empresa recentemente constituída pelo Grupo OAS, que, por sua vez, se comprometeu a prestar uma garantia inicial de R$ 12 milhões”, acrescenta a nota do Grêmio.


No momento, a negociação está completamente estagnada.