Mancini enaltece tamanho do Grêmio e confia em reação "incrível" para deixar Z4 do Brasileirão

Mancini enaltece tamanho do Grêmio e confia em reação "incrível" para deixar Z4 do Brasileirão

Treinador foi apresentado oficialmente nesta sexta-feira no CT Luiz Carvalho

Correio do Povo

Mancini assinou até 2022 com o Tricolor

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O novo técnico Vagner Mancini confia na sua capacidade de mobilização e no grupo de jogadores para comandar uma "reação incrível" no Brasileirão. Apresentado oficialmente no final da tarde desta sexta-feira, o comandante garante que, apesar da situação delicada do Grêmio na tabela, topou o desafio de salvar o clube do rebaixamento pelo tamanho e magnitude do Tricolor. O time é 19°, com 23 pontos, e está distante cinco pontos da parte de fora do Z4. "Temos que acreditar no peso da camisa e na qualidade dos jogadores", definiu. 

Confiante em um começo positivo já no próximo domingo, às 18h15min, na Arena, contra o Juventude, o treinador projeta muito trabalho para que o cenário seja revertido. São 14 jogos em pouco mais de 50 dias até o final do campeonato. “O Grêmio precisa que todos estejamos empenhados 24 horas para fazer o melhor por ele. É com essa cabeça que eu chego hoje. Eu conheço o Grêmio. Esse gigante com certeza vai mostrar no campo o que precisa. O que começa, hoje, dia 15 de outubro, vai fazer história". 

Com somente dois treinos antes do duelo, Mancini admite que o momento não é para mudanças drásticas na equipe e sim na parte emocional dos jogadores. "A alteração que precisa existir é de dentro para fora. De mentalidade, de atitude. Temos que atuar na parte emocional do atleta. Todos eles sabem jogar, fizeram bons jogos esse ano. Temos de fazer o o resgate coletivo e não só indiviudal. Gerar convicção e confiança para entrar em campo. Sabemos que o torcedor está ansioso, temos que trabalhar isso", explicou.

Já na tarde desta sexta, ele deixou o aeroporto direto para comandar seu primeiro treinamento. "Já fui ao campo hoje, dei treino. Neste momento eu tenho que olhar com os meus olhos, sentir o vestiário, sentir o que o atleta tá pensando, entrar na mente dele. Ninguém consegue nada na vida sem trabalho. É o pilar do que vai acontecer no Grêmio".

 

Sobre seu estilo de jogo, o treinador projeta um grupo que busque o ataque, mas vai saber se defender com competência. "Com a bola o time tem que jogar. Temos jogadores capazes e com técnica para isso. Sem a bola, é preciso gerar desconforto ao adversário. Não dá tempo para fazer muita coisa. Conto hoje com o lastro de cada atleta. Não tem como remontar ou mudar radicalmente. É uma mudança na mentalidade e emocional. Buscar algo que dê resultado e muitas vezes isso é a simplicidade. Mostrar ao torcedor que queremos ganhar em todo instante", indicou. 

A busca do Tricolor por Mancini também levou em conta seu retrospecto trabalhando nessa situações adversas. No ano passado, o técnico conseguiu comandar uma reação do Corinthians. "Todas experiências fazem com que eu pince algumas coisas de tudo que já vivi. O que aconteceu no Corinthians serve como exemplo. Experiência é isso. Buscar no momento certo a solução para o que se está vivendo. Lá, o Corinthians estava mal colocado na tabela e reagiu. Aqui, isso vai acontecer também", avaliou. 

Estilo de trabalho 

Mancini será o quarto treinador gremista na temporada. Ele chega após Renato Portaluppi, Tiago Nunes e Felipão. Ao definir seu estilo de trabalho, o novo comandante afirma que irá atuar com base na "lealdade" dentro do vestiário. "É importante construir conceito de jogo e organização. Não é do dia para a noite que se conquista, mas se começa a conquistar quando fala a verdade e é leal, quando o atleta compra a tua ideia."

Ao definir seu perfil, ele reitera que o chefe da comissão técnica precisar ter diversos perfis em um só. "Um técnico de futebol é pai, irmão, parceiro em várias vezes. A gente lida com ser humano. Não adianta achar que as coisas vão se resolver na porrada. Temos que construir, montar estratégias para vencer uma partida. Tenho que ser o professor, mas também o amigo", descreveu. "Tem que haver uma sinergia grande, olho no olho, de uma forma que possa passar para o torcedor, adversário e imprensa aquilo que está sendo feito no seu dia-a-dia. O jogo de futebol retrata a história da semana de trabalho", acrescentou. 


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