Renato cita atrito e emoção em saída do Grêmio

Renato cita atrito e emoção em saída do Grêmio

Sem citar nome, treinador admitiu em entrevista ao Sportv que principal motivo para saída foi declaração de alguém que "só atrapalha e não faz nada pelo clube"

Correio do Povo

Renato Portaluppi citou desavença e emoção em saída do Grêmio

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O ex-técnico do Grêmio, Renato Portaluppi, concedeu entrevista ao programa Bem Amigos, do canal Sportv na noite desta segunda-feira, e falou pela primeira vez sobre a saída do Tricolor. Sem citar nomes, citou o atrito com membro da direção do clube e a emoção com o grupo de jogadores no desligamento após quatro anos e sete meses.

Após a eliminação para o Independiente del Valle, o vice-presidente Claudio Oderich foi o primeiro a afirmar que o trabalho deveria ser reavaliado, colocando em dúvida a permanência do comandante no Tricolor. No dia seguinte, a saída foi confrimada. Renato foi questionado se teria sido Oderich a pessoa que desagradou com as declarações, mas desconversou. "Não vou citar nomes, mas é uma pessoa que não faz nada pelo clube. Pelo contrário. Fala um monte de besteira e só atrapalha", disparou.

O treinador também citou os bons momentos vividos no comando do Grêmio. Desde 2016 no cargo, foi campeão da Copa do Brasil, da Libertadores e da Recopa, além de um tricampeonato estadual. E elogiou o elenco. "Falei para o Tiago [Nunes, novo técnico do Grêmio] que esse é um grupo maravilhoso. Eles queriam fazer um churrasco pra mim, mas eu não quis. Meu coração não ia aguentar", brincou. 

Renato também destacou a boa relação com o presidente Romildo Bolzan Jr. Ao longo dos quatro anos, o presidente foi um dos grandes defensores do treinador e, até o fim, quis a permanência de Portaluppi no comando técnico. "Na despedida, já com a decisão tomada, nos encontramos ainda em Porto Alegre. Eu chorei bastante, ele chorou também. Temos um carinho muito grande", admitiu. 


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