Renato contrapõe críticas sobre reforços e afirma que idade não define desempenho

Renato contrapõe críticas sobre reforços e afirma que idade não define desempenho

Treinador defendeu que time precisa de jogadores experientes para competições e avaliou que nem todos reforços serão titulares

Correio do Povo

Treinador citou D'Alessandro para defender sua tese

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O técnico Renato Portaluppi defendeu nesta quarta-feira a contratação de Thiago Neves e Diego Souza, jogadores de 34 anos, afirmando que a única questão importante é desempenho dos atletas do Grêmio dentro de campo. “Não vai ser o Grêmio que vai contratar todos os jogadores e vai ser do agrado de todo mundo. Sempre vai ter uma crítica. O que eu costumo falar é esperar a bola rolar, aí é outra história, independente se o jogador tem 20 ou 40 anos”. Ele frisou que a idade do jogador não lhe preocupa. 

“A única preocupação é o desempenho, seja uma pessoa de 30 ou 20 anos. Às vezes o jogador experiente vai correr menos e produzir mais. Temos muitos garotos, jogadores jovens, é importante ter jogadores experientes pelas competições que o Grêmio disputa”, avaliou. “Não quer dizer que todos eles vão jogar. Não quer dizer que todo jogador contratado vai ser titular”, emendou.

O ex-camisa 7 lembrou que treinou Romário quando o craque da seleção tinha 39 anos, em 2005, oportunidade na qual foi o artilherio do Vasco. Além disso, citou o capitão e ídolo colorado D’Alessandro para defender sua visão. “Tenho uma satisfação muito grande de ver o D'Alessandro jogar. Quantos anos ele tem? 38. E o Guerrero? E vocês vão me falar que eles não são grandes jogadores? A idade não quer dizer nada”, completou.

Sempre falando sem eufemismos, o treinador afirmou que o objetivo de qualquer contratação é tornar a equipe competitiva. “Mas nem todo mundo rende. Amanhã vão falar que Renato trouxe fulano e fulano não está rendendo. Ué, eu sou mágico? Eu tenho varinha mágica? Todos os treinadores têm? Se a gente soubesse que um jogador não fosse render, nós não traríamos”, comentou. Ele ressaltou que prefere errar tentando do que se omitir nas apostas.

“Se vocês abrirem o cardápio de opções no Brasil vocês vão ver quem está disponível. É muito fácil criticar. Se o jogador é muito caro, é para o Palmeiras e Flamengo. O Grêmio não faz loucura e mesmo assim chega em todas as competições”, argumentou. “Você com dinheiro pode buscar jogadores lá fora que nenhum outro clube do Brasil pode. Eles têm a obrigação de fazer um grupo forte. Nós procuramos nos fortalecer para poder competir com todo mundo. Se vamos conseguir, não sei, mas esse é sempre o objetivo”, concluiu.

“Nunca mandei no Grêmio nem vou mandar”

Durante a entrevista coletiva desta quarta, Renato fez mea culpa por ter “furado” a contratação de Neves e Souza, no último domingo. Antes mesmos da confirmação pela diretoria, ele se referiu aos atletas como reforços do Grêmio. Na sequência, o executivo Klauss Câmara disse que ainda faltavam detalhes. O técnico afirmou que o caso faz muita gente afirmar que ele manda no clube, o que foi veementemente negado. “Tem muita gente que acha que quem manda no Grêmio é o Renato. Eu não mando em nada. Eu mando é no time. Sou pago para mandar no time. É o meu trabalho. Fora isso, tem uma hierarquia no clube, eu mando no vestiário. Aí eu sou responsável. Temos um presidente muito capacitado uma diretoria, dirigentes. Renato nunca mandou no Grêmio e nunca vai mandar”, garantiu.

Ele afirmou que precisa reconhecer seu erro, que poderia ter complicado as negociações, uma vez que faltava a assinatura da rescisão de contrato de Souza com o Botafogo. O ex-camisa 7 disse que não foi pressionado para pedir desculpas, mas não ficaria chateado se a direção tivesse conversado com ele. “Partiu de mim, preciso reconhecer meu erro. E se eu fosse cobrado, é uma coisa normal, é hierarquia, são meus chefes. Por que eu não seria? Eu sou empregado do clube, acima de mim tem várias pessoas”, encerrou.

 

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