Inter e Grêmio devem desistir de reforços por queda de receitas por coronavírus
capa

Inter e Grêmio devem desistir de reforços por queda de receitas por coronavírus

Clubes se mobilizam com outros times brasileiros para buscar amenizar impactos financeiros

Por
Correio do Povo

publicidade

O coronavírus fez minguar as receitas da dupla Gre-Nal e praticamente sepultou qualquer possibilidade de Inter ou Grêmio alterarem a fotografia de seus times para o segundo semestre. Sem dinheiro, nenhum dos dois clubes deve buscar reforços expressivos. A boa notícia é que, de alguma forma, os clubes brasileiros começam a se articular para encontrar soluções conjuntas para a crise.

Dirigentes colorados e gremistas confirmaram, neste domingo, que há uma articulação dos principais clubes das séries A e B para buscar a suspensão do pagamento dos parcelamentos de débitos junto ao gverno federal. Além disso, outras alternativas de financiamentos serão buscadas em conjunto.

Por enquanto, a renegociação dos contratos dos jogadores, com diminuição de salários, está descartada no Inter e também no Grêmio. Porém, os dois clubes já estão trabalhando na reformulação do orçamento para 2020 e restringindo qualquer tipo de investimento neste momento. Os dois clubes estimam em cerca de 25 milhões, aproximadamente, a queda nas receitas projetadas para o ano.

No Inter, negociações que estavam em andamento antes do acirramento da crise do coronavírus foram interrompidas. Franco Cervi, meia do Benfica, que foi jogador de Eduardo Coudet no Rosario Central, foi tentado. Porém, as tratativas com o clube português foram interrompidas. A volta de Charles Aránguiz também está praticamente descartada. Na Alemanha, dirigentes do Bayer Leverkusen, seu atual clube, afirmaram que o volante está próximo de renovar o seu contrato. Internamente, os dirigentes admitem que as possibilidades de trazer algum jogador da Europa no curto prazo é remota.