Evolução no Inter passa por três recém-chegados ao clube

Evolução no Inter passa por três recém-chegados ao clube

Mano Menezes, De Pena e Wanderson colaboraram para o crescimento da equipe na temporada

Fabrício Falkowski

De Pena se firmou rapidamente entre os titulares de Mano Menezes

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O Inter está jogando mais e, aos poucos, começa a colher melhores resultados. Além de estar há sete partidas sem perder, voltou a vencer (o Independiente Medellín, na noite de terça-feira, no Beira-Rio) após três empates e, desta vez, mostrando bom futebol do início ao fim. Há pelo menos três personagens fundamentais para o crescimento do time colorado em campo: Carlos de Pena, Wanderson e Mano Menezes.

O crescimento da equipe teve um salto após a saída de Alexander Cacique Medina e a chegada de Mano Menezes. O período coincide com a melhor ambientação dos dois novos reforços, ambos contratados antes do fechamento da janela. Cada um deles destaca-se por um aspecto, mas todos são importantes para a fase de afirmação do time colorado na temporada.

Mano é o primeiro. Ele está conseguindo organizar melhor a equipe, principalmente nos últimos dez dias, quando teve um tempo maior para trabalhar. O primeiro passo foi fazer o Inter não sofrer tantos gols − foram só quatro em sete jogos sob seu comando. Depois, o técnico dedicouse à montagem do setor ofensivo.

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Após experimentar peças, optou por abrir mão de um centroavante de posicionamento, armando um ataque mais móvel. É aí que entra Wanderson. Contratado ainda no tempo de Medina, ele é o atacante que atua pela beirada do campo buscado pelo menos desde o ano passado. Foi trazido da Rússia, após uma carreira construída exclusivamente na Europa. Em campo, após um tempo de ambientação, Wanderson demonstra características que faltavam ao grupo, como vitória pessoal e capacidade de driblar, além de qualidade para dar o último passe, a assistência para gol.

Já o papel de Carlos de Pena é de amparo aos demais. Mano, após os primeiros treinos do uruguaio, percebeu que ele tinha características que o faziam um bom marcador. Assim, posicionou De Pena mais próximo de Rodrigo Dourado e ambos dão sustentação às investidas ao ataque de Edenilson, autor de dois gols contra o Independiente Medellín.

“Para que o Edenilson continue fazendo o que sempre fez, que é chegar à frente, tem que haver um equilíbrio do lado oposto do campo. Quando você vai ao ataque, nem sempre vai conseguir recompor. Essa sustentação tem sido dada pelo Pena, que tem equilibrado muito bem. Mas não tínhamos ideia de que ele poderia fazer tão bem essa função”, explicou o técnico, após o jogo de terça-feira.


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