Inter estipula prazo para aguardar liberação de treinos

Inter estipula prazo para aguardar liberação de treinos

Se os trabalhos coletivos não forem autorizados até o começo da próxima semana, grupo colorado deve sair do Estado

Fabricio Falkowski

Inter deve sair do Estado caso treinos coletivos não sejam liberados

publicidade

Até o momento, o Inter não projeta sair do Rio Grande do Sul para ganhar melhores condições de trabalho. A ideia é aguardar autorização das autoridades para retomar no próprio CT Parque Gigante, onde já está montada a infraestrutura de cuidados para evitar o contágio do coronavírus, os treinos com contato físico entre os jogadores. Porém, o clube estabelece como prazo o começo da próxima semana. 

Se o cronograma elaborado pela Federação Gaúcha de Futebol e pela CBF for seguido – ele também depende de autorização das autoridades –, o Gauchão será retomado no dia 26 de julho. Os jogos do Campeonato Brasileiro, por sua vez, devem começar três semanas mais tarde, em 9 de agosto. Daí, o final do prazo na próxima semana. Assim, o Inter teria pelo menos 15 dias para trabalhar coletivamente antes do primeiro compromisso. 

Ontem, o grupo abriu a décima semana de treinos, que, neste momento, são restritos à parte física e em pequenos grupos. Treinos coletivos estão proibidos no Rio Grande do Sul.

“Estamos fazendo um tipo de pré-temporada, com muito treino físico, mas sentimos falta dos treinos táticos e coletivos, que é o que fica mais próximo de um jogo. Espero que essa nova data se confirme e que a gente volte a jogar. E também que a gente possa fazer treino tático”, disse, ontem, o meia Gabriel Boschilia. “Treino físico sempre é difícil. Mas o grupo está bem, trabalhando há dois meses. Agora, só falta mesmo fazer um coletivo. E depois, retomar os campeonatos. Daí, vamos para cima, mas sempre com cuidado. A ansiedade é grande”.

Apesar de ter anunciado a contratação do volante e zagueiro Matheus Jussa, o clube não trabalha com a possibilidade de fazer novas contratações nas próximas semanas. Jussa foi trazido em uma circunstância especial, com contrato de empréstimo, sem custos. Se surgirem outras oportunidades assim, o clube analisará. Caso contrário, será com o grupo atual que o Inter jogará as competições que lhe aguardam no segundo semestre. 

Nas próximas horas, os dirigentes devem confirmar a venda de 50% dos direitos do lateral Erik para o Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos. A transação deve render cerca de R$ 4 milhões. Outro negócio que pode trazer recursos envolve o meia Alex Santana, que está no Botafogo. Ele teria recebido uma oferta do Ludogorets, da Bulgária, que chegaria a R$ 28 milhões. O Inter manteve 10% dos direitos econômicos do jogador.

O dinheiro arrecadado nesses pequenos negócios será utilizado para tentar manter em dia a folha de pagamento dos jogadores e funcionários. Há outras pendências que precisam ser negociadas, inclusive a multa rescisória do contrato de Eduardo Coudet com o Racing. Para trazer o treinador em dezembro, o Inter acertou o pagamento de 250 mil dólares em duas parcelas. A primeira foi paga. A outra vence em julho.


publicidade

publicidade

Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895