Inter segue com situação financeira complicada apesar de vendas de promessas

Inter segue com situação financeira complicada apesar de vendas de promessas

Diretoria estuda uma nova onda de redução do quadro de funcionários e até o cancelamento do fretamento de voos da delegação

Fabrício Falkowski

Inter segue com situação financeira complicada apesar de vendas de promessas

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O Inter vendeu Praxedes e Vinicius Tobias, emprestou Léo Borges e João Peglow e ainda deve fazer pelo menos mais um negócio para fechar as contas do ano. Neste momento, segundo palavras de quem conhece, a situação financeira do Inter é “horrível”. Porém, a diretoria já decidiu que não irá enfraquecer ainda mais o grupo de jogadores para aplacar as dificuldades de caixa. Se as receitas não reagirem no segundo semestre, o clube fará outros sacrifícios, mas não deve vender jogadores importantes e nem adiará ou atrasará os salários do elenco. 

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Na coluna de despesas, o Inter seguiu à risca o planejamento no primeiro semestre. Porém, as receitas seguem caindo. O quadro social, por exemplo, que sempre foi importante fonte de dinheiro, já tem menos de 98 mil pagantes e alta inadimplência.

A queda prematura na Copa do Brasil também contribuiu, pois deixou o clube sem as altas premiações pagas pela CBF por cada fase disputada. O cenário, segundo análise dos dirigentes, só deve melhorar de fato quando as autoridades admitirem a presença de público no Beira-Rio, o que parece próximo de acontecer, pelo menos na Libertadores. 

Se realmente não atrasar o pagamento dos salários e nem diminuir ainda mais a folha do futebol profissional, o clube terá que economizar em outras áreas. Pessoas consultadas pelo CP confirmam que uma nova redução do quadro de funcionários – em abril, o Inter já demitiu 63 funcionários – e a suspensão do fretamento de voos para transporte da delegação para os locais de jogos, principalmente da Libertadores, são estudadas neste momento. Nova negociação com fornecedores e o alongamento de empréstimos também se tornará inevitável se o atual cenário persistir. 

Entre janeiro de abril deste ano, o Inter apresentou R$ 51,2 milhões de déficit. Ano passado, nos mesmos meses, o déficit foi de R$ 33 milhões. Os números foram apresentados para o Conselho Deliberativo, que esteve reunido para este fim no mês passado. De lá para cá, a situação só melhorou porque houve as vendas de Praxedes e Vinicius Tobias.

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Meta prevê mais uma negociação 

O Inter planejou arrecadar R$ 90 milhões com a venda de jogadores em 2021. Até agora, o clube fez três negócios, chegando próximo deste valor. Até agora, quase R$ 82 milhões ingressaram nos cofres colorados desde janeiro. Ou seja, mais um negócio, que nem precisaria envolver um titular, serviria para bater a meta.

O primeiro grande negócio da temporada envolveu a saída de Praxedes para o RB Bragantino por cerca de R$ 35 milhões no início do mês passado. O meia de 19 anos já é titular e um dos destaques do time paulista que disputa as primeiras posições do Campeonato Brasileiro.

Nas próximas horas, o Inter deve confirmar a saída de Vinicius Tobias para o Shakhtar Donetsk. Os valores são altos. O clube da Ucrânia vai pagar 7,2 milhões de euros (cerca de R$ 44 milhões) em duas parcelas: uma agora e outra em fevereiro, quando o jogador viaja e se apresenta. Além disso, o negócio pode render mais até 1,5 milhão de euros se Tobias atingir algumas metas estipuladas em contrato. Por fim, o Inter conserva 20% dos direitos de uma futura venda.

Além de Praxedes e Tobias, o clube está recebendo cerca de 450 mil euros (R$ 2,7 milhões) da venda do volante Charles, que estava no Ceará, para o FC Midtjylland, da Dinamarca. O Inter mantinha 50% dos direitos do jogador, que deixou o Beira-Rio no final de 2019. O Inter confirmou ontem a saída do técnico do time sub20. Fábio Matias, segundo a nota, vai acertar com o Flamengo

 

 


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