Medeiros abre as portas do Inter e convida Barcellos para se juntar à delegação na Bahia

Medeiros abre as portas do Inter e convida Barcellos para se juntar à delegação na Bahia

Dirigentes buscam transição suave e sem problemas na presidência do clube

Fabrício Falkowski

Para organizar melhor a transição, Barcellos dividiu seu grupo em comitês

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Eleito há uma semana como próximo presidente do Inter, Alessandro Barcellos está envolvido em uma rotina intensa de trabalho. São reuniões, encontros e discussões para definir as estratégias para superar o momento financeiro complicado e montar um time capaz de conquistar os títulos que não vieram nos últimos anos. Mas o presidente eleito encontrou no seu antecessor um parceiro importante no processo. Marcelo Medeiros, que vive os últimos dias no cargo, ordenou que os funcionários do clube fornecessem todo tipo de informação necessária para uma boa transição.

Além disso, cedeu as instalações coloradas para reuniões e os encontros dos novos dirigentes. “O Inter é maior que todos nós. Então, temos que entender o tamanho do clube e a nossa insignificância perto dele”, filosofou Medeiros. Além disso, ele convidou e Barcellos aceitou integrar a delegação colorada que viaja a Salvador no sábado para enfrentar o Bahia, no dia seguinte. “Será o nosso último jogo na direção. Depois, é com ele. Então, é bom que ele volte a se integrar ao grupo. Ele já conhece o pessoal, mas foi uma gentileza que faz bem para o Inter”, disse Medeiros.

Para organizar melhor a transição, Barcellos dividiu seu grupo em comitês, formados por funcionários de carreira do clube e dirigentes da atual diretoria e os recentemente eleitos. Cada grupo debate e propõe soluções para um determinado tema, como finanças, administração, marketing e, principalmente, futebol. No aspecto financeiro, o grande desafio é superar os efeitos da pandemia, que agravaram as históricas dificuldades econômicas do clube.

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O Inter encerrará 2020 com cerca de R$ 580 milhões em dívidas, das quais cerca de R$ 400 milhões devem ser pagas ao longo de 2021. O déficit deve ficar perto de R$ 60 milhões, apesar dos esforços para conter gastos. No futebol, o primeiro desafio é a transição entre Abel Braga e o seu provável substituto, o espanhol Miguel Ángel Ramírez. Barcellos e os novos dirigentes devem se reunir com Abel hoje ou amanhã. É provável que ele não aceite permanecer no cargo a partir do momento que a contratação de Ramírez seja oficial.

Por isso, a tendência de momento é que Abel comande o time colorado contra o Bahia, e depois disso se despeça mais uma vez do clube. O problema é que o Inter vive uma invencibilidade de quatro partidas no Brasileirão, que o fez retomar uma vaga no G-4. Uma nova troca no comando técnico é considerada arriscada.

 

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