Novo tropeço pode causar mudanças na direção do Inter

Novo tropeço pode causar mudanças na direção do Inter

Nomes com o vice de futebol João Patrício Herrmann e o diretor executivo de futebol Paulo Bracks podem cair em caso de derrota

Fabrício Falkowski

O grupo está tão pressionado que até os mais experientes acusam

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O futebol virou o calcanhar de Aquiles da gestão de Alessandro Barcellos. Não só por causa dos resultados, completamente insuficientes, mas também porque a pasta prometeu uma revolução na forma de o time jogar, o que não se confirmou na prática. Após sete meses no cargo, o vice de futebol, João Patrício Herrmann, e o diretor executivo Paulo Bracks têm a permanência em seus postos questionadas internamente, inclusive por outros integrantes da diretoria, e pela torcida.

Se em campo o time não reagir imediatamente, conquistando uma vitória sobre o Cuiabá, sábado, no Beira-Rio, mudanças podem ocorrer. Apesar de os dirigentes evitarem o tema, todos eles só olham para a parte de baixo da tabela de classificação. Até porque, apesar de o time ainda não estar entre os quatro últimos do Brasileirão, já tem aproveitamento de rebaixado.

Após 13 rodadas, o Inter tem 14 pontos e 35,9% de aproveitamento. Se mantiver esse ritmo, chegará na última rodada com apenas 41 pontos e provavelmente cairá. No último Brasileirão, essa foi a pontuação do Vasco, que hoje está na Série B. Por isso, uma meta segura para a permanência é 45.

Após a derrota para o Athletico-PR, no domingo, o técnico Diego Aguirre elogiou a atuação da equipe na Arena da Baixada. Segundo ele, o Inter apresentou-se bem e merecia um resultado melhor. “O caminho é este. Estamos gerando oportunidades e criando algumas coisas boas, mas o futebol é resultado. Agora, precisamos ganhar um jogo, mesmo sem merecer. Criar as chances e fazer os gols. Temos que priorizar o resultado”, afirmou.

O grupo está tão pressionado que até os mais experientes acusam. É o caso de Edenilson, que se sentiu ameaçado, principalmente após perder contra o Olimpia, e pediu para ser negociado. Como tem contrato até o final de 2023, o Inter precisa vendê-lo. O problema é que o Al Shabab, até este momento, não chegou nos 4 milhões de dólares exigidos pela direção.


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