Ramírez minimiza erros e culpa gramado por derrota do Inter: "Difícil de jogar como queremos"

Ramírez minimiza erros e culpa gramado por derrota do Inter: "Difícil de jogar como queremos"

Treinador considerou que precisou mudar tática contra o Juventude e que não precisa "mudar muitas coisas porque o gramado vai ajudar" partida de volta no Beira-Rio

Correio do Povo

Para o espanhol, o gol dos adversários chegou em um momento em que seu time tinha mais controle

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Após a derrota por uma 1 a 0 para o Juventude na primeira partida da semifinal do Gauchão, o técnico Miguel Ángel Ramírez minimizou o desempenho do grupo e apontou que o principal responsável pelo revés foi o gramado. "Há sempre muitos fatores que não estão em nosso controle, então, pouco podemos fazer. Esse tipo de gramado é muito difícil de jogar como queremos, o passe não é rápido, não temos controle, os cruzamentos são difíceis porque os remates de primeira podem escapar. É muito complicado de regular, de controlar", avaliou.

Mostrando calma para a partida de volta no próximo final de semana, ele pontou que não há questões a ser resolvidas, uma vez que o time alterou seu estilo de jogo. "Buscamos mais profundidade, tentamos jogar em espaços próximos à última linha, tínhamos pensado na dificuldade que teriamos de jogar como tentamos. Pensamos em terminar com profundidade por dentro e por fora, mas a bola não entrou", disse. "Temos muitas ferramentas para ganhar em casa, não temos que mudar muitas coisas porque o gramado vai nos ajudar", completou.

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Para o espanhol, o gol dos adversários chegou em um momento em que seu time tinha mais controle e penetração no campo adversário. "Um erro pontual, estávamos cada vez mais conquistando espaço na área rival", resumiu sobre o lance originado nas costas de Rodrigo Dourado, deslocado para a zaga após substituições. A leitura de Ramírez, que nos dois desafios contra times da séria A no Estadual saiu derrotado (hoje e o Gre-Nal de abril), é de que o placar não foi justo nas duas ocasiões.

"Creio que para o tanto de tempo que temos trabalhado, perder de 1 a 0 fora de casa, contra uma equipe de série A, podendo ter ganhado, estivemos mais perto de ganhar do que de perder. Nos dois casos, o resultado mais justo teria sido o empate. Hoje tivemos mais dificuldades por causa do gramado. Contra o Grêmio tivemos mais chances e controle", ponderou.

Com pouca participação no confronto deste domingo, Moisés foi defendido pelo treinador durante entrevista coletiva. Questionado se buscava nomes para a lateral esquerda, Ramírez disse que o atleta "não está nos trazendo nenhum problema defensivo". "Eles nos sustenta, briga até o final, está entendendo o que precisa fazer. Mas é algo novo para ele. Todos estão enfrentando dificuldades, mas não considero que seja tão assim".

Arbitragem

O técnico também comentou sobre sua conversa com o árbitro ao final do confronto. Para Ramírez, o trabalho de Douglas Schwengber da Silva teve influência no resultado. "Perguntei como era possível – quando houve perda de tempo de todas as trocas, VAR, em cada falta, tiro de meta – ele dar cinco minutos de acréscimo. Não gosto de reclamar do árbitro porque é um tempo que estou perdendo. Mas hoje, após a partida, não fui agressivo, apenas lhe fiz essa pergunta e ele me respondeu educamente", finalizou.

 

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