LaMia e corretor sabiam de problemas com vôo da Chapecoense
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LaMia e corretor sabiam de problemas com vôo da Chapecoense

Acidente com delegação do clube deixou 71 pessoas mortas em 2016

Por
Correio do Povo

Seguradora utiliza argumento para negar pagamento de seguro às famílias

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A companhia aérea LaMia e um representante da companhia de seguros AON estavam cientes de vários problemas da empresa responsável pelo fatídico voo da delegação da Chapecoense, em 2016, no qual 71 pessoas morreram. É o que mostra uma série de e-mails trocados pela proprietária da LaMia, a venezuelana Loredana Albacete, e o corretor britânico Simon Kaye, que fazem parte da documentação enviada ao Senado Federal e revelada por reportagem do site UOL.

Em algumas das mensagens, a LaMia pressiona pela realização do seguro para um voo do The Strongest, mesmo com a proibição a voos fretados de sobrevoarem o espaço aéreo colombiano, e ambos negociam: “Eu acho US$ 50 milhões muito. Amigos da aviação que fazem América do Sul trabalham bem com US$ 25 milhões”, escreveu Loredana em um dos trechos revelados.

A AON usa a proibição como argumento para negar o pagamento do seguro às famílias das vítimas, que seguem até hoje sem receber. Em outra mensagem, por exemplo, o corretor sugere tirar a tripulação do seguro. Além disso, as mensagens mostram a influência política que a companhia tinha para transportar equipes de futebol.