“Little Onion”: jornal inglês destaca Everton e diz que jogador é solução para falta de criatividade
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“Little Onion”: jornal inglês destaca Everton e diz que jogador é solução para falta de criatividade

Em texto no The Independent, Jack Lang afirma que Seleção fica mais perigosa com o atacante do Grêmio em campo

Por
Correio do Povo

Everton marcou o terceiro gol do Brasil

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Considerado um dos principais nomes do futebol brasileiro, o atacante Everton, do Grêmio, tem despertado interesse de diferentes clubes do futebol europeu. Depois de ser eleito o melhor em campo na partida na goleada por 5 a 0 contra o Peru, o atleta ganhou destaque na imprensa do velho continente. Em um texto chamado “A balada de Cebolinha”, o jornalista Jack Lang, para o diário inglês The Independent, classificou o jogador como “um barril de pólvora de um futebolista que está conquistando a Copa América” e afirmou que o camisa 21 da Seleção é exatamente o que o time precisa com a saída de Neymar.

“O Brasil, simplesmente, parece muito mais perigoso com ele do lado. Apenas uma lesão irá impedi-lo de começar as quartas-de-final; É como se ele tivesse acelerado a longa jornada de se envolver com o futebol internacional em uma semana e meia”, defendeu, falando que quem acompanha o esporte no continente não se surpreende. “Não que seu impacto tenha sido uma grande surpresa para aqueles que o seguiram no nível do clube. Ele tem sido uma sensação para o Grêmio nos últimos dois anos, superando o muito elogiado Luan para se tornar o homem-chave de Renato Gaúcho, e desempenhando um papel memorável no sucesso da Tricolor na Copa Libertadores de 2017”, avaliou.

O jornalista diz que, mais pertinentemente, “há apenas uma bela leviandade na forma como o jogador de 23 anos joga futebol, todas as explosões de vida e as piadas sonoras”. “É essa qualidade que, em tempo duplo, fez dele o principal catalisador do ataque para esse lado do trabalho em andamento no Brasil. Everton foi o melhor jogador do Brasil contra o Peru na noite passada. Ele foi indiscutivelmente seu melhor jogador contra a Venezuela na terça-feira também, apesar de estar apenas no segundo tempo. Ele tem dois gols na competição e uma legião de novos fãs. Mas eles não cantam seu nome quando ele marca. Em vez disso, eles cantam ‘É Cebolinha!’ - ‘It’s Little Onion’”, escreveu.

Lang considerou que haverá desafios maiores pela frente, e ninguém pensa que o Everton é o atleta já lapidado. “O Cebolinha é jovem e ainda tem muito a aprender. Mas ele já causou uma notável impressão neste torneio, impulsionando a campanha do Brasil justamente quando eles mais precisavam. Esta Copa América tem o ar de uma festa de despedida. Você tem a impressão de que mais alguns defensores terão lágrimas em seus olhos no momento em que ele acabar com isso”, defendeu.

Para o profissional, a Seleção não teve muita criatividade contra a Bolívia e mostrou pouca melhora no empate com a Venezuela, quando teve longos períodos de posse, mas poucos de  inspiração individual. “Everton é uma solução de um homem só para esse problema, sempre disposto a chutar de longe ou driblar seu adversário. Não há passagem de dinheiro nem esconderijo. Ele levou apenas quatro minutos para encontrar a rede no primeiro jogo do Brasil no Grupo A, e, depois de quase ter vencido o jogo contra a Venezuela (o VAR lhe negou uma excelente assistência), houve crescente clamor por sua inclusão na Arena Corinthians. Tite deu ao público o que eles queriam e foi recompensado - não apenas com o gol, mas com um crepitar de antecipação que percorria o estádio toda vez que Everton pegava a bola”, comentou.

Ele, então, explica o apelido, uma referência ao personagem da turma da Mônica. “Isso, obviamente, é brilhante. Principalmente é esse pequeno tufo de cabelo, empoleirado no topo da cabeça como se estivesse recuando para um lugar mais alto. Talvez Everton também misture seus Rs e Ls no discurso, com um efeito hilário”, brincou.