Multidão ocupa avenida que leva à Casa Rosada para se despedir de Maradona

Multidão ocupa avenida que leva à Casa Rosada para se despedir de Maradona

Velório de Maradona tem arremesso de camisetas, declarações e presença de craques na Argentina

Correio do Povo e AFP

Multidão ainda aguarda chance para se despedir de Maradona

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As primeiras horas da dolorosa despedida do povo argentino de Diego Maradona, que morreu aos 60 anos nessa quarta, iniciaram de maneira tumultuada nesta quinta-feira. Na ânsia pela aproximação com o corpo do ídolo, que é velado na Casa Rosada, alguns torcedores argentinos tentaram atravessar os gradis colocados do lado de fora da morada presidencial. O ato foi uma pequena amostra do amor pelo gênio da bola e da incredulidade de muitos com o falecimento repentino de Maradona. Arremesso de flores e camisetas, choro e declarações de carinho foram atos que se repetiram ao longo da manhã em uma fila interminável de fãs, que ainda ocupa boa parte da avenida 25 de Maio. 

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Confusão na entrada da Casa Rosada / Foto: Alejandro Pagni / AFP / CP 

Logo após o fim do tumulto nas proximidades da Casa Rosada, a polícia de Buenos Aires e os seguranças presentes conseguiram liberar o ingresso dos primeiros argentinos para se despedirem de Maradona. Muitos vestiam camisetas de seus clubes, além dos Xeneizes, que trajavam o fardamento do Boca Juniors. Alguns levaram as mãos ao rosto, sem conseguir conter as lágrimas.

Torcedor chora na despedida de Maradona / Foto: Alejandro Pagni / AFP / CP 

Por conta da pandemia, os seguranças presentes na parte interna da Casa Rosada e, portanto, as pessoas mais próximas do caixão, tentavam apressar todos que passavam pelo corredor feito na residência presidencial. A medida se explica pela necessidade do distanciamento social e também para que todos pudessem ter a chance de ver Diego Maradona. 

O velório de Maradona serviu também para reunir pessoas de todas as classes e torcedores que, em condições normais, jamais dividiriam a mesma arquibancada. "Ele é um gênio, ele é o povo, ele é como nós, a vida, o amor", disse Andrés Quintero, de 42 anos, que viajou duas horas, da cidade de Tigre, para acompanhar o velório. 

"Não posso acreditar, isto não está acontecendo, Diego não pode estar morto", afirmou um homem visivelmente abalado ao sair da sede de governo. Entre lágrimas, ele se ajoelhou e conseguiu levantar apenas com a ajuda de parentes. "Foi o melhor do mundo, vamos sentir falta, e rompeu nossa alma com sua partida", disse Diego Armando Cabral, um pedreiro de 29 anos que recebeu o nome em homenagem ao jogador.

TTorcedores se aproximam de caixão de Maradona / Foto: Alejandro Pagni / AFP / CP 

Despedida de seleção 

Ainda de madrugada, quando as portas da Casa Rosada permaneciam fechadas para o público, parte da família de Maradona já estava no local para participar do velório. A ex-esposa Claudia Villafañe e os filhos Dalma, Gianinna, Verónica Ojeda, Dieguito e Jana chegaram para ter um momento mais íntimo. 

Mais tarde, os companheiros da Copa de 86, Oscar Ruggeri, Jorge Burruchaga, Oscar Garre, Nery Pumpido e Ricardo Giusti também estiveram na Casa Rosada para um último contato com o gênio argentino. Uma geração mais jovem, que cresceu vendo as façanhas de Maradona se fez presente nas horas seguintes. Mascherano, Heinze, Maxi Rodriguez, Parlermo, Tévez, Schiavi, Goycochea também foram se despedir do ídolo. 


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