"O futebol tem que mudar", diz Florentino Pérez sobre criação da Superliga europeia
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"O futebol tem que mudar", diz Florentino Pérez sobre criação da Superliga europeia

Segundo presidente da nova competição e do Real Madrid, o objetivo é salvar o esporte

AFP

Pérez, no entanto, negou que se trate de um campeonato quase fechado

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O presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, garantiu que o objetivo da Superliga europeia, promovida por doze dos clubes mais ricos do continente, é salvar o futebol. "O futebol tem que continuar mudando e se adaptando aos tempos. O futebol perde o interesse. Algo tem que ser feito", declarou Pérez, que também preside a recém-criada Superliga, em entrevista ao programa El Chiringuito, do canal de televisão Mega.

"O futebol é o único esporte global. A televisão tem que mudar para se adaptar aos tempos. Temos que pensar por que os jovens de 16 a 24 anos não têm mais interesse pelo futebol", acrescentou o presidente.

"Existem muitos jogos de má qualidade e existem muitas outras plataformas para se entreter. O futebol tem de mudar", insistiu. "Um grupo de clubes de alguns países europeus quer fazer algo para tornar este esporte mais atrativo em todo o mundo".

Pérez negou as críticas de quem garante que o projeto visa favorecer os mais poderosos: "Não é coisa para ricos. Fazemos isso para salvar o futebol, que se encontra em um momento crítico".

Nesta segunda-feira, um grupo formado por seis clubes ingleses (Manchester City, Manchester United, Chelsea, Tottenham, Liverpool e Arsenal), três espanhóis (Real Madrid, Barcelona e Atlético de Madrid) e três italianos (Milan, Juventus e Inter de Milão) anunciou a criação de uma Superliga com 20 equipes que começará "o mais rápido possível", sem especificar datas e com um modelo de competição comparável ao dos campeonatos norte-americanos de basquete profissional (NBA) e futebol americano (NFL) que geraria cerca de 3,5 bilhões de euros.

Este projecto se choca frontalmente com a Liga dos Campeões, o torneio de maior destaque da Uefa, e sua compatibilidade com os campeonatos nacionais também é difícil.

Pérez, no entanto, negou que se trate de um campeonato quase fechado e garantiu que o dinheiro recebido por estes clubes "vai para todos". "Esta é uma pirâmide. Se aqueles que estão acima têm dinheiro, ele é revertido para os que estão abaixo".

Sobre as ameaças da Uefa de excluir estas equipas das competições em curso, Pérez avisou: "A Uefa é um monopólio e também tem de ser transparente. A Uefa não tem uma boa imagem na sua história. Tem que ser uma entidade que dialoga e não que ameaça".

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