Brasil ganha mais três medalhas paralímpicas no atletismo
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Brasil ganha mais três medalhas paralímpicas no atletismo

Fabio Bordignon e Verônica Hipólito garantiram prata nos 100m, enquanto Izabela Campos levou bronze no lançamento de disco

Por
Correio do Povo

Fabio Bordignon e Verônica Hipólito garantiram prata nos 100m, enquanto Izabela Campos levou bronze no lançamento de disco

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O Brasil conquistou três medalha na noite do atletismo, nesta sexta-feira de Jogos Paralímpicos Rio 2016. Fabio Bordignon levou a prata nos 100m rasos classe T35 e Verônica Hipólito também garantiu uma medalha prateada nos 100m rasos T38. Mais tarde, Izabela Campos levou o bronze no lançamento do disco F11. Pela manhã, Daniel Martins já tinha ganhado o ouro nos 400m T20.

Ex-jogador de futebol de 7 – tendo inclusive feito parte da seleção brasileira nos Jogos Londres 2012 -, Fabio largou na frente na primeira prova da noite. Ele foi ultrapassado no meio da distância pelo ucraniano e recordista mundial Ihor Tsvietov, que levou o ouro com 12s31, pouco acima de sua melhor marca, os 12s12 que marcou nas eliminatórias.

Fabio, que disputa os Jogos Paralímpicos pela primeira vez no atletismo, levou a prata, com 12s66, e o argentino Hernan Barreto completou o pódio, com o tempo de 12s85. “O significado dessa medalha é muito grande. Ela coroa as coisas que aconteceram na minha vida no passado. A minha mudança de modalidade, do futebol de 7. O atletismo é uma modalidade na qual eu não sabia que tinha talento, mas graças aos meus familiares e técnicos, eu vi que tinha. Eles investiram em mim, e a medalha veio como prova”, comemorou o brasileiro.

Nas disputas femininas dos 100m classe T38, o Brasil teve duas representantes na final. Verônica foi quem se saiu melhor, marcando 12s88 para ganhar a prata, atrás da britânica Sophie Hahn, que levou o ouro com 12s62. A também britânica Kadeena Kox, que marcou 13s01, levou o bronze. Jenifer Santos ficou em oitavo, com 13s61. “Em qualquer corrida, em qualquer coisa na vida, você tem que pensar que pode ser melhor. Mas o que aconteceu hoje foi incrível: eu sou medalhista Paralímpica com 20 anos! Fazia muito tempo que eu não competia com as minhas adversárias mais fortes, mas isso também me fez chegar com sangue nos olhos. Eu nunca imaginei que poderia correr na casa dos 12s80, nunca imaginei que fosse receber vibrações tão boas. Foi maravilhoso", destacou a brasileira.