Chama olímpica dos Jogos de Inverno de Pequim-2022 é acesa sem público

Chama olímpica dos Jogos de Inverno de Pequim-2022 é acesa sem público

Apesar disso, ativistas exibiram uma bandeira do Tibete durante a cerimônia

AFP

A atriz grega Xanthi Georgiou, no papel da Alta Sacerdotisa, acende a tocha durante a cerimônia

publicidade

A chama olímpica dos Jogos de Inverno de Pequim-2022 (4-20 de fevereiro) foi acesa nesta segunda-feira (18) na cidade grega de Olímpia, de acordo com o ritual tradicional, mas sem público, devido à pandemia da Covid-19. A chama foi acesa pouco depois das 11h locais (6h de Brasília) pelos raios de sol nas ruínas do templo antigo de Hera, em Olímpia, berço dos Jogos da Antiguidade.

A cerimônia teve a presença apenas de Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), da presidente da República da Grécia, Katerina Sakellaropoulou, de representantes dos comitês olímpicos grego e chinês, além de jornalistas credenciados.

Pela segunda vez consecutiva, e terceira na história dos Jogos modernos, a cerimônia tradicional aconteceu sem a presença de espectadores, devido à pandemia de coronavírus. O mesmo aconteceu com a chama dos Jogos de Tóquio-2020.

Antes da crise de saúde, a chama havia sido acesa sem a presença de público apenas uma vez, em 1984, quando os organizadores gregos protestaram contra o caráter comercial dos Jogos Olímpicos de Los Angeles.

Reunir o mundo

Vestida como antiga sacerdotisa grega, a atriz Xanthi Georgiou acendeu a chama da maneira tradicional, graças aos raios de sol que passaram através de espelho parabólico.

"Nestes tempos difíceis que vivemos, os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim-2022 serão um momento importante para reunir o mundo em um espírito de paz, de amizade e de solidariedade", declarou o presidente do COI, Thomas Bach.

Protestos

Ativistas exibiram uma bandeira do Tibete durante a cerimônia, segundo um correspondente da AFP. Os manifestantes foram detidos por seguranças.

Os pedidos de boicote aos Jogos de Pequim e os protestos contra a gestão dos direitos humanos na China, especialmente contra a minoria uigur, mas também em Hong Kong, aumentaram nos últimos dias.

No domingo (17), três ativistas tibetanos foram detidos na Acrópole de Atenas, depois de hastearem a bandeira tibetana e da "revolução de Hong Kong", com gritos de "Boicote a Pequim-2022" e "Liberdade para o Tibete".


publicidade

publicidade

Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895