Derrota de Maria Portela no judô e resultados históricos no tênis e no arco marcam dia em Tóquio

Derrota de Maria Portela no judô e resultados históricos no tênis e no arco marcam dia em Tóquio

Judoca da Sogipa foi superada após 15 minutos de luta e decisões controversas do árbitro; Arqueiro Marcus D'Almeida se classificou às oitavas, e dupla feminina Pigossi e Stefani está entre as quatro melhores no tênis

Correio do Povo

Judoca da Sogipa foi derrotada após mais de 14 minutos de luta e decisões polêmicas da arbitragem

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A garra e as lágrimas da gaúcha Maria Portela foram as grandes imagens que marcaram a quarta-feira de competições dos Jogos de Tóquio 2020. A judoca foi eliminada da Olimpíada em duas decisões polêmicas da arbitragem em sua luta contra a russa Madina Taimasova, válida pelas oitavas de final do torneio olímpico. Ao deixar o tatame, a atleta da Sogipa desabafou emocionada sobre todo o esforço realizado para chegar até uma competição deste nível e lamentou o resultado do combate. "Me entreguei ao máximo, me doei demais", pontuou. 

Emoção mais alegre para o país apareceu com Marcus D'Almeida, que chegou de forma histórica às oitavas de final do tiro com arco. Melhor resultado da história do país nessa modalidade. Agora, ele volta a competir na sexta-feira e segue na busca pelo pódio. Outro desempenho histórico veio das quadras de tênis do Japão, quase na manhã desta quarta-feira. A dupla feminina Laura Pigossi e Luisa Stefani venceu as favoritas norte-americanas Bettanie Mattek-Sands e Jessica Pergula de virada e está nas semifinais. Esse é o melhor resultado do país na modalidade em 25 anos. 

Natação brasileira fica fora do pódio

As disputas neste quinto dia novamente deram a largada com a natação. E daí o espetáculo coube à dona da casa Yui Ohashi e à australiana Ariarne Titmus. A japonesa venceu concorrência apertadíssima nos 200 metros medley, com uma prova de técnica perfeita, e faturou seu segundo ouro. Já Titmus mostrou toda sua velocidade para cravar o recorde olímpico nos 200 metros livres

Para os brasileiros, o sucesso não foi o mesmo da terça-feira. Leonardo de Deus, que tinha classificado em segundo para a final dos 200 metros borboleta, piorou bastante sua marca. Com isso, foi apenas o sexto. A vitória ficou com o húngaro Kristof Milak, cravando recorde olímpico que era de Michael Phelps. Ao encerrar, o nadador não celebrou o ouro e a marca pois "queria o recorde mundial". 

Multicampeã, Kate Ledecky ainda salvou um ouro na estreia dos 1.500 metros livres para os Estados Unidos, mas foi um dia de derrubar os norte-americanos dos pódios tradicionais. Foi o que aconteceu no revezamento 4x200m livres. A prova, que teve o Brasil finalizando apenas em oitavo lugar, viu a Grã-Bretanha com amplo domínio para o ouro, seguida de Rússia e Austrália

Novo revês no vôlei de praia feminino

O vôlei de praia feminino acumulou mais um tropeço para o Brasil. Rebecca e Ana Patrícia foram surpreendidas pela pouco experimentada dupla da letônia, sendo superadas por 2 sets a 1. Com uma vitória e uma derrota, as brasileiras seguem num bom caminho para a classificação. 

Quem também acabou derrotada foi a brasileira Fabiana Silva, do Badminton. A fluminense se despediu do torneio feminino da Olimpíada de Tóquio ainda na primeira fase ao perder da chinesa naturalizada norte-americana Beiwen Zhang por 2 sets a 0, com parciais de 9/21 e 10/21, no Parque Florestal Musashino.

Já na canoagem slalom, Ana Sátila voltou às competições e passou de fase com tranquilidade. Ela não se deixou abalar pela eliminação na K-1 e conseguiu o quarto melhor tempo da etapa classificatória. No masculino, Pedro Gonçalves também conseguiu marca para avançar.

Maria Portela sofre derrota controversa e chora

O grande impacto do dia de competições em Tóquio viria no início da madrugada brasileira. A gaúcha Maria Portela estreou vencendo por ippon a afegã Nigara Shaheen, que representava a equipe de refugiados. Rafael Macedo, por sua vez, já havia perdido sua primeira luta. A judoca retornou para um combate com tudo para ser histórico contra a russa Taimazova. 

Com imenso esforço, aplicou um golpe já no golden score, mas que não foi validado pela arbitragem de vídeo. Pior, depois de 15 minutos de "batalha", foi eliminada por uma punição por, ironia, falta de combatividade, no único movimento em que claramente se defendeu da adversária. Portela desabou aos prantos, inconsolável. Depois, prometeu muito esforço para ajudar o Brasil na disputa por equipes do judô, que ocorre no final de semana. 

No boxe, a luta foi mais positiva para o país. Keno Marley venceu o chinês Daxiang Chen e está nas quartas de final do boxe da Tóquio 2020. Marley se junta a Abner Teixeira na modalidade, que também está nas quartas. No boxe, dois bronzes são distribuídos. Ou seja, o país está a duas vitórias de assegurar pelo menos duas novas medalhas. 

História no tiro com arco e no tênis

E foi num esporte sem qualquer tradição nacional, o tiro com arco, que veio uma surpresa do dia em Tóquio. Marcus D'Almeida derrotou um britânico e um holandês por 7 a 1, em duas rodadas consecutivas e avançou para uma história oitavas de final, a primeira do Brasil. 

 

Brasil fazendo história na quadra. As tenistas brasileiras Laura Pigossi e Luisa Stefani surpreenderam mais uma vez e venceram Bettanie Mattek-Sands e Jessica Pergula de virada, por 1/6, 6/3 e 10/6, classificando-se para a semifinal do torneio olímpico de duplas femininas. As americanas eram as cabeças de chave número 4.

Elas aguardam as vencedoras do confronto entre australianas e suíças para conhecerem suas adversárias na disputa por uma medalha inédita para o país. De qualquer forma, já igualaram o melhor resultado da história do tênis brasileiro em Olimpíadas, o quarto lugar de Fernando Meligeni no individual masculino em Atlanta-1996.

Simone Biles fora do individual geral

A ginasta Simone Biles não vai disputar a final do individual geral, que acontece nesta quinta-feira. Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, a equipe de ginástica dos Estados Unidos informou que Biles passou por exames médicos e decidiu não tentar o bicampeonato olímpico para cuidar da sua saúde mental. Ela se classificou para prova em primeiro lugar, ficando na frente da brasileira Rebecca Andrade, na segunda posição. 

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