Primeiro Gre-Nal da Libertadores é o segundo jogo com mais expulsões na história da Copa

Primeiro Gre-Nal da Libertadores é o segundo jogo com mais expulsões na história da Copa

Com oito cartões vermelhos, clássico que rendeu prejuízo de ao menos R$28 mil para cada time por briga fica atrás apenas de Boca Juniors e Sporting Cristal, em 1971

Correio do Povo

Houve quatro expulsos para cada lado na partida

publicidade

Se faltaram gols no primeiro Gre-Nal da história da Copa Libertadores, sobraram jogadores expulsos após briga generalizada no gramado nos minutos finais no segundo tempo. O confronto entre os arquirrivais gaúchos foi o segundo jogo com mais expulsões na história da competição, com quatro cartões vermelhos para cada equipe. Fica atrás apenas do empate em 2 a 2 entre Boca Juniors e Sporting Cristal, em 1971, que teve 19 expulsões. Na ocasião, os argentinos precisavam vencer para conseguir a classificação quando Rogel caiu a área e pediu pênalti; como o árbitro não marcou, começou a confusão histórica.

Na noite dessa quinta-feira, pelo Grêmio, Pepê, Luciano, Caio Henrique e Paulo Miranda levaram cartão vermelho e desfalcam o clube na próxima rodada da competição, suspensa pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) devido à pandemia do novo coronavírus. Já pelo Inter, Edenilson, Moisés, Victor Cuesta e Bruno Praxedes não atuarão no próximo jogo da aquipe.

Os atletas também passarão por um julgamento no Tribunal de Disciplina da Confederação e deverão sofrer sanções. Conforme o código de disciplina, em seu artigo 16, que trata da conduta incorreta de jogadores e oficiais, conduta violenta ou agressão a jogadores, gera "suspensão de, no mínimo, duas partidas na competição ou por um período de tempo específico". Já "agressão ou menosprezo que seja considerado grave pelos órgãos judiciais" dá pena de no mínimo cinco jogos. Caberá ao Tribunal decidir em qual situação o ocorrido da noite de ontem se encaixa, a partir de relatório do delegado e árbitro da partida.

O órgão é composto por cinco membros: o brasileiro Antonio Carlos Meccia, o argentino Diego Carlos Hernán Pirota, o paraguaio Eduardo Gross Brown, a venezuelana Amarilis Belisario e o chileno Cristóbal Valdés. O julgamento pode ser tanto monocrático quanto pela Corte toda e não tem data para ter um resultado. Por exemplo, a juíza Belisario assinou decisão suspendendo William Arão, do Flamengo, por dois jogos em decorrência de expulsão durante o jogo do dia 26 de fevereiro contra o Independiente del Valle, pela Recopa, apenas em 6 de março.

Multa de, no mínimo, 12 mil dólares

Os prejuízos à dupla Gre-Nal não se darão somente no campo. O regulamento da competição prevê sanção pecuniária à situação: "As expulsões por cartão vermelho diretamente estarão sujeitas à imposição das multas econômicas que determinem, neste caso, os órgãos disciplinares da CONMEBOL, que, em nenhum, caso poderá ser inferior a USD 1500". Na cotação do dia 12 de março, os times teriam que pagar, ao menos, cerca R$ 7.179,00 por jogador. Ou seja, tanto o Tricolor quanto o Colorado deverão pagar cerca de R$ 28.716 à organização do torneio.

Cartões Amarelos

Além dos cartões vermelhos, o confronto teve também seis amarelos, três para cada time. Pelo Colorado, Damián Musto, Uendel e Marcos Guilherme foram advertidos, enquanto pelos mandantes, David Braz, Lucas Silva e Alisson.

Na primeira partida da fase de grupos, o Inter contra a Universidad Católica, Cuesta, Thiago Galhardo e Gabriel Boschilia haviam levado amarelo. Portanto, o time colorado não tem nenhum jogador estourando o limite de três cartões que acarretam desfalque no confronto seguinte. Já no Grêmio, em sua estreia contra o América de Cali, Caio Henrique e Lucas Silva receberam a punição. Assim, o volante entrará em campo na próxima rodada pendurado.


Mais Lidas


Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895