Energético fabricado no RS pode salvar leitões

Energético fabricado no RS pode salvar leitões

Localizada em Teutônia, a American Nutrients tem como foco a produção de aditivos e suplementos alimentares para produção animal

Correio do Povo

Suplementos produzidos buscam reduzir a mortalidade neonatal em animais

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Biosseguridade é um termo pouco conhecido do senso comum, mas está muito presente num segmento de negócios que cuida da aplicação de normas e procedimentos na prevenção de doenças infecciosas em ambientes produtivos. Esse mundo é muito bem conhecido de Claus Kettermann que, no ano de 2010, atuava em duas frentes profissionais. Era executivo de negócios de uma multinacional no setor de nutrição animal e, ao mesmo tempo, lançava as sementes de um negócio futuro, também neste mesmo segmento.  Foi nesse período que contratou dois funcionários e se ergueram as paredes de um prédio industrial, que viria a se tornar a primeira unidade fabril da American Nutrients, na cidade de Teutônia. Na sua primeira fase, o foco foi o desenvolvimento de um aditivo alimentar animal, exportado para países como Chile e EUA. 

Atualmente, o foco de atuação da American Nutrients está no segmento de aditivos e suplementos alimentares para produção animal, neutralizador de odores, sanitização e limpeza profissional tecnológica para indústrias de alimentos e setores de produção animal, sanidade, bem-estar humano e segurança dos alimentos. A empresa atende o mercado nacional e internacional e os clientes são produtores e indústrias do agronegócio ligadas à produção de alimentos e indústrias alimentícias. Em 2017, Claus se dedicou com exclusividade a American Nutrients, e Janara Kettermann, sua mulher, ingressou na sociedade, passando a contribuir com a gestão da empresa. Hoje, passados nove anos, a empresa tem um parque produtivo com 1.200m2 e outros 700m2 em fase de finalização. Os dois funcionários passaram a ser 33, atendendo clientes como Cooperativas e agroindústrias de produção de proteína animal. Além disso, a empresa exporta para países da América Central, América do Sul e Ásia.

Visando contribuir ainda mais com a biosseguridade do agronegócio, saúde e bem-estar animal, a American Nutrients lançou no primeiro semestre de 2020 novos produtos. Um deles é o suplemento energético proteico American Energy, que passou por um processo de desenvolvimento de dois anos. O produto busca reduzir a mortalidade neonatal, decorrente, principalmente, do baixo peso dos animais ao nascer. Este produto é indicado para leitões em fase de maternidade e creche.

Ao longo da jornada, a American Nutrients desenvolveu parcerias estratégicas, uma delas firmada com o Parque Tecnológico Tecnovates da Universidade do Vale do Taquari, Univates. O Tecnovates é uma importante extensão do setor de P&D da American Nutrients, auxiliando no processo de desenvolvimento de novos produtos, bem como na realização de pesquisas aplicadas e controle de qualidade envolvendo produtos já contemplados no portfólio da empresa. “Precisávamos de laboratórios e tecnologia, e o Tecnovates nos ofereceu esse recurso”, destaca Claus.

Conhecimento é chave para o desenvolvimento. Com 22% dos colaboradores portando diploma de ensino superior completo, outros 35% possuem ensino superior em andamento e 10% estão no nível de pós-graduação. A equipe de pesquisa da American Nutrients é composta por uma mestra e uma doutora. No último Edital Gaúcho de Inovação para a Indústria (2020) a empresa apresentou três ideias aprovadas, mas optou por seguir em dois projetos. Um é o projeto Gema Caipira, que desenvolve um aditivo natural para uso na ração de aves poedeiras intensificando a tonalidade da gema do ovo. O outro é o Viver Bem Ambiental, que investiga a diminuição da emissão de maus odores em ambientes aos arredores de curtumes, frigoríficos, lagoas de tratamentos de efluentes, esgotos, entre outros.

Mesmo em meio a pandemia por COVID-19, a American Nutrients vive um momento de expansão, com a reestruturação da sua planta produtiva e investimento de mais de R$1,8 milhões, que possibilitará dobrar a capacidade produtiva atual. O número de colaboradores teve um crescimento de 50% de julho de 2019 a julho de 2020, mantendo-se estável em meio a pandemia. Ressalta-se também que, os negócios durante a pandemia cresceram, uma vez que houve aumento da demanda por produtos destinados a limpeza e desinfecção. “Isso está sendo muito positivo, porque não estamos parando”, explica Claus.