Correio do Povo

16/05/2018 13:54 - Atualizado em 16/05/2018 14:30

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Ministério da Fazenda poderá rever projeção do PIB para menos

Previsão atual é de aumento de 3% do Produto Interno Bruto

"Fazenda está revendo o modelo", diz o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto de Almeida- Crédito: Arquivo / Agência Brasil / CP
"Fazenda está revendo o modelo", diz o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto de Almeida
Crédito: Arquivo / Agência Brasil / CP

O Ministério da Fazenda poderá rever para menos a previsão de crescimento do país neste ano, informou nesta quarta-feira o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto de Almeida. A previsão atual é de aumento de 3% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas produzidas pelo país). A declaração foi feita a jornalistas após a divulgação, nesta manhã, do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que teve retração 0,13% de janeiro a março, comparado ao do último trimestre do ano passado. O IBC-Br foi criado pelo Banco Central para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. O indicador oficial é o PIB, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que será divulgado no próximo dia 30. "Não é novidade para ninguém que, nos últimos meses, alguns indicadores de atividade estão vindo um pouco mais fracos do que se esperava", disse Mansueto. "A Fazenda está revendo o modelo. Possivelmente, a gente vá ter algum resultado de qual o número da Fazenda, talvez na semana que vem, durante a revisão das metas bimestrais. Se houver um novo número", ponderou. O secretário do Tesouro ressaltou que o mercado também revisou a meta: a projeção passou de cerca de 3,5% a 4% para 2,5% a 3%. No último boletim Focus, a estimativa do mercado foi de 2,51%. "Vamos levar em conta que saímos de dois anos muito difíceis, dois anos seguidos de queda de PIB. No Brasil, é algo anormal o que aconteceu em 2015 e 2016. A última vez que isso aconteceu foi no inicio da década de 30", disse Mansueto. Ele ressaltou que a arrecadação não está sendo afetada e cresce em ritmo mais acelerado que a produção do país. Com crescimento de 3,95%, a arrecadação teve o melhor resultado para março desde 2015. "O mês de abril ainda não tem número fechado, mas (a arrecadação) também foi boa, além das expectativas."

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