Correio do Povo

02/08/2018 19:00 - Atualizado em 02/08/2018 19:29

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Ana Amélia Lemos deverá ser vice na chapa de Geraldo Alckmin

Com decisão, Luis Carlos Heinze deverá disputar o Senado e PP apoiar o PSDB na disputa pelo Piratini

Ana Amélia Lemos deverá ser vice na chapa de Geraldo Alckmin - Crédito: Waldemir Barreto / Agência Senado / CP
Ana Amélia Lemos deverá ser vice na chapa de Geraldo Alckmin
Crédito: Waldemir Barreto / Agência Senado / CP

A senadora gaúcha Ana Amélia Lemos (PP) deverá ser confirmada como candidata a vice-presidente na chapa do tucano Geraldo Alckmin. Segundo a senadora, a decisão definitiva ocorreu após as negociações entre os dois partidos, nesta quinta-feira. O acerto tem influência direta também no cenário eleitoral no Rio Grande do Sul, com o deputado Luis Carlos Heinze indo para a disputa ao Senado na coligação de Eduardo Leite (PSDB), que pleiteia o Piratini. "Se os dois partidos entenderem que foram fechados em todos os aspectos relacionados a esta coligação, aí será uma nova coligação ampliada. Se for decidido em todos estes detalhes, aí eu vou me posicionar em relação ao convite do governador Geraldo Alckmin", disse Ana Amélia. “Para mim, senadora de primeiro mandato, é uma grande honra.” "Atribuo isso ao meu trabalho no Senado Federal, que foi avaliado positivamente, eu imagino, pela sociedade brasileira, porque se não, não teria sido convidada para fazer parte desta chapa. Sou uma senadora independente, tive o apoio do Ciro Nogueira, houve muita especulação da imprensa. Eu vou continuar de forma independente, dentro dos parâmetros da ética que a política brasileira exige. É esta a posição que nós tomamos", complementou. O acerto entre PP e PSDB no Rio Grande do Sul envolve também coligação nas proporcionais à Assembleia e Câmara dos Deputados. Confirmando todo o cenário, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) perde palanque no Estado – ele tinha apoio de Heinze. PSL deixa apoio ao PP no RS Após a confirmação da chapa Ana Amélia-Alckmin, a presidente do PSL no Rio Grande do Sul, Carmen Flores, garantiu que a legenda vai deixar a coligação, uma vez que o PP fecha os últimos detalhes para alavancar a campanha de Eduardo Leite (PSDB) a governador. “Jamais vamos apoiar o PSDB. Agora, vão ficar só os ‘Bolsonaros de verdade'”, disse. Carmen Flores manteve a candidatura ao Senado e adiantou que o PSL vai se manifestar, na manhã desta sexta-feira, sobre os novos rumos do partido na corrida eleitoral.

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