Correio do Povo

08/11/2018 21:42 - Atualizado em 08/11/2018 21:58

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Imbé proíbe comerciantes de fornecer canudos plásticos

Medida busca atenuar prejuízo ambiental do descarte irregular

Medida busca atenuar prejuízo ambiental do descarte irregular- Crédito: CP Memória
Medida busca atenuar prejuízo ambiental do descarte irregular
Crédito: CP Memória

Imbé será a primeira cidade gaúcha a proibir, de fato, o fornecimento de canudos de plástico descartáveis. A determinação irá vigorar a partir de 1º de dezembro e foi sancionada pelo prefeito Pierre Emerim, após sugestão da vereadora Virna Alice Marciel Cruz (PT). A medida será válida para restaurantes, lanchonetes, bares e similares, barracas de praia e vendedores ambulantes. Os comerciantes poderão, no entanto, substituir o material de plástico descartável por canudos biodegradáveis, papel ou reutilizáveis, menos nocivos ao meio ambiente. Segundo Guilherme Tavares Nunes, professor adjunto do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar), órgão ligado à Ufrgs, a cada 10 pinguins encontrados mortos no Litoral Norte gaúcho, quatro possuem plástico no estômago. O número é ainda mais alarmante entre as tartarugas marinhas: a cada dez que morrem na costa gaúcha, nove são encontradas com plástico no trato digestivo. “São 8 milhões de toneladas de plástico chegando ao mar a cada ano”, explica. A culpa disso recai no ser humano, já que é o responsável pela produção de 450 milhões de toneladas de plástico produzidas anualmente. Desse total, 30% são “plásticos de uso único”, como canudos, copos, e sacolas descartáveis. O material leva cerca de 400 anos para se decompor. Além dos danos físicos a animais, o plástico, quando nos oceanos, libera elementos químicos cancerígenos que podem causar, entre outros males, distúrbios hormonais. A contaminação pode atingir os peixes, um dos alimentos mais consumidos em cidades litorâneas como é o caso de Imbé. A partir de dezembro, a Vigilância Sanitária atuará para advertir, na primeira autuação. No caso de reincidência, quem descumprir a norma será multado com valores entre R$ 500 e R$ 2 mil, além da cassação do alvará.

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