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A vida sem Facebook: reclamações e ironias após instabilidade da rede social

Plataforma negou que a falha estava relacionada com um ciberataque do tipo "DDos"

Por
AFP

A empresa, que tem mais de 2 bilhões de usuários, reconheceu a instabilidade depois que muitas pessoas alertaram no Twitter que não conseguiam acessar o Facebook ou que as funções da rede social eram limitadas

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O Facebook começou a restabelecer o serviço nesta quinta-feira, depois de sofrer uma instabilidade em grande parte do mundo na quarta-feira, o que obrigou milhões de pessoas a lembrar o que era viver sem esta rede social. "Voltamos!", publicou no Twitter a conta oficial do Instagram, uma das plataformas da gigante de tecnologia, às 21h41min horário da Califórnia (02h41min de Brasília, quinta-feira).

Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger começaram a registrar falhas na quarta-feira à tarde, o que provocou uma torrente de reclamações no site downdetector.com, que monitora problemas para acessar determinados site, assim como no rival Twitter. "Deveriam se olhar no espelho e ouvir o que falam", escreveu uma usuária, identificada como Johannam no Downdetector. "Fazem parecer o fim do mundo porque não podem acessar o Facebook. Tenham uma vida real, ao invés de uma digital!!".

Alguns meios de comunicação afirmaram que esta queda do Facebook foi a maior da história. "Já funciona por aqui... por enquanto... Mas estou prevendo um baby boom em 9 meses. Lembram o dia em que o FB caiu e as pessoas foram obrigadas a prestar atenção no outro?", brincou outra usuária, registrada com o nome Palmina D'Allesandro.

No Twitter as hashtags #facebookdown e #instagramdown eram usadas por internautas, entre reclamações e ironias. A falha, de origem desconhecida, permitia em muitos casos que os usuários acessassem as plataformas, mas sem a possibilidade de postar ou interagir com as notificações.

Facebook nega ataque "DDos"

A empresa, que tem mais de 2 bilhões de usuários, reconheceu a instabilidade depois que muitas pessoas alertaram no Twitter que não conseguiam acessar o Facebook ou que as funções da rede social eram limitadas. A rede social explicou que trabalhava para resolver o problema e informou que a falha não estava relacionada com um ciberataque do tipo "DDos", ou seja, "ataque de negação de serviço", que acontece quando os servidores são afetados por uma avalanche de demanda de conexões.

Em novembro do ano passado, o Facebook sofreu uma queda atribuída a um problema de servidor, enquanto a falha registrada em setembro foi supostamente provocada por "problemas de rede". A ausência da plataforma foi benéfica para rivais como o Twitter ou o serviço de mensagens Telegram, que segundo seu fundador, Pavel Durov, ganhou três milhões de usuários nas últimas 24 horas.

Investigação criminal

Em meio aos problemas, o jornal The New York Times informou na quarta-feira que procuradores federais de Nova York iniciaram uma investigação sobre o compartilhamento de dados de usuários do Facebook com outras empresas, muitas vezes sem autorização. Segundo o jornal, um grande juri de Nova York exigiu oficialmente que "ao menos dois importantes fabricantes de smartphones" proporcionem informações sobre este tipo de acordo com o Facebook.

A maneira como o Facebook administra as informações de seus usuários ficou no centro da polêmica depois que, no ano passado, a empresa admitiu que a Cambridge Analytica, uma empresa de consultoria política que trabalhou para a campanha de 2016 de Donald Trump, utilizou um aplicativo que supostamente obteve dados particulares de 87 milhões de usuários.

"Como afirmamos antes, estamos cooperando com os investigadores e levamos a sério as investigações. Demos depoimentos públicos, respondemos perguntas e prometemos que continuaremos fazendo", disse um porta-voz da empresa. O Facebook anunciou uma série de medidas para melhorar o modo como administra as informações, incluindo a eliminação da maior parte de suas associações de intercâmbio de dados com empresas externas.