Amazon barra na Justiça contrato de US$ 10 bi do Pentágono com Microsoft
capa

Amazon barra na Justiça contrato de US$ 10 bi do Pentágono com Microsoft

Empresa alegou que sua oferta para o contrato JEDI foi descartada por vingança de Donald Trump

Por
AFP

Microsoft espera que o contrato seja mantido


publicidade

Uma juíza federal bloqueou temporariamente, nesta quinta-feira, um contrato do Departamento de Defesa americano de US$ 10 bilhões com a Microsoft, após a Amazon apresentar uma queixa por suposta interferência política no processo.

Um resumo da decisão disponível na internet mostra que a juíza Patricia Campbell-Smith emitiu uma ordem judicial temporária solicitada pela Amazon, que proíbe o Departamento da Defesa de começar a implementar o contrato conhecido como JEDI. Os detalhes da decisão são sigilosos, por motivos não especificados.

A Amazon alegou que sua oferta foi descartada por uma vingança do presidente Donald Trump. Ela pede explicações do próprio mandatário e de outras autoridades dos motivos para a desginação do serviço de computação em nuvem ao Exército americano.

O contrato de dez anos para o programa JEDI (acrônimo de Joint Enterprise Defense Infrastructure) define que todos os setores militares podem compartilhar informações em um sistema baseado na nuvem, gerido por inteligência artificial. Uma apresentação judicial anterior da Amazon detalhou supostos erros que terminaram na escolha da Microsoft em vez do Amazon Web Services (AWS), parte do grupo tecnológico dirigido por Jeff Bezos - alvo frequente do presidente.

Microsoft, confinte

A Microsoft, outra gigante nesta disputa, espera que o contrato seja mantido. "Temos confiança no Departamento da Defesa e achamos que os fatos mostrarão que executaram um processo detalhado, exaustivo e justo que determinou que a Microsoft responderia melhor às necessidades dos combatentes", disse o vice-presidente de comunicação da Microsoft, Frank Shaw.

A Amazon não respondeu imediatamente a um pedido de comentários. A empresa foi considerada a principal concorrente para proporcionar tecnologia neste contrato, com o AWS dominando o campo da computação na nuvem e como provedora de servidores sigilosos para outras agências governamentais, inclusive a CIA.


"O presidente Trump demonstrou reiteradamente sua disposição para utilizar seu caráter de chefe das Forças Armadas para interferir nas funções do governo, inclusive a concessão de contratos federais, em benefício pessoal", tinha declarado um porta-voz do AWS na segunda. Bezos, que também é dono do The Washington Post, é alvo frequente do presidente dos Estados Unidos.