Apple diz que informe do Google sobre hacking de iPhones é inexato e exagerado
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Apple diz que informe do Google sobre hacking de iPhones é inexato e exagerado

Empresa disse que ataque foi "muito concentrado" e não uma exploração "maciça"

Por
AFP

Hacking de iPhones revelado pelo Google durou apenas dois meses e envolveu menos de uma dúzia de sites relacionados com a comunidade dos uigures, uma minoria étnica na China, disse a Apple

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O hacking de iPhones revelado pelo Google durou apenas dois meses e envolveu menos de uma dúzia de sites relacionados com a comunidade dos uigures, uma minoria étnica na China, disse a Apple nesta sexta em resposta à análise de segurança do gigante da internet. Fred Sainz, porta-voz da Apple, destacou que a investigação publicada pelo Google criou uma "falsa impressão" de que um grande número de usuários de iPhone pode ter sido afetado.

"A publicação do Google, emitida seis meses depois do lançamento das correções de erros do iOS, cria a falsa impressão de 'exploração maciça' para 'monitorar as atividades privadas de populações inteiras em tempo real', avivando o temor entre todos os usuários do iPhone de que seus dispositivos tinham sido comprometidos. Esse nunca foi o caso", indicou.

O ataque foi "muito concentrado" e não uma exploração "maciça", como foi descrito, afirmou o executivo da Apple. Sainz disse que os hackers afetaram "menos de uma dúzia de sites que se concentram em conteúdo relacionado com a comunidade uigur, uma minoria étnica na China". "Independentemente da magnitude do ataque, levamos a segurança de todos os usuários extremamente a sério", escreveu Sainz.

Pesquisadores do grupo de trabalho de segurança Project Zero do Google disseram na semana passada que uma operação de hacking "indiscriminada" dirigida a iPhones utilizou sites para implantar software malicioso para acessar fotos, localizações de usuários e outros dados.

Sainz disse que a Apple acredita que os ataques ocorreram durante aproximadamente dois meses, e não dois anos como estabelecido pelo Google. "Consertamos as vulnerabilidades em questão em fevereiro, trabalhando extremamente rápido para resolver o problema apenas 10 dias depois de que ficamos sabendo" do mesmo, indicou Sainz.