Elon Musk garante à China que dados coletados por Teslas são confidenciais

Elon Musk garante à China que dados coletados por Teslas são confidenciais

Pequim proibiu seus militares e funcionários de algumas empresas estatais de usarem veículos da empresa americana

AFP

Musk participou virtualmente de uma conferência em Pequim

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O CEO da Tesla, Elon Musk, negou veementemente neste sábado (20) que seus carros, que reúnem grandes quantidades de dados, possam algum dia ser usados para espionar a China. A afirmação do chefe da fabricante de carros elétricos ocorreu após uma decisão do governo chinês de proibir seus militares e funcionários de algumas empresas estatais de usarem Teslas.

Musk fez os comentários ao participar virtualmente de uma conferência em Pequim do Fórum de Desenvolvimento da China, apoiado pelo governo. As autoridades chinesas estão preocupadas que os dados coletados pelos veículos da Tesla, como imagens feitas pelas câmeras dos carros, possam ser transmitidos aos Estados Unidos, indicou o jornal. A Tesla não respondeu de imediato a um pedido de comentário da AFP.

A China é um mercado crucial para a Tesla, que tem uma fábrica em Xangai e já vende um quarto de sua produção no país. O grupo espera vender 200 mil veículos na China este ano.

Em suas declarações, Musk insistiu que nenhuma empresa americana ou chinesa se arriscaria a coletar dados privados e compartilhá-los com seu respectivo governo. "Seja chinesa ou americana, os efeitos negativos se uma empresa comercial se envolvesse em espionagem - os efeitos negativos para essa empresa seriam extremamente ruins", disse Musk.

Se a Tesla usasse seus automóveis para espionar em qualquer país, afirmou ele, ela seria fechada em todo o mundo, portanto, esse é "um incentivo muito forte para que sejamos muito confidenciais".

Os temores chineses de que os dados coletados por grupos como a Tesla possam representar uma ameaça à segurança nacional surgem em meio a um confronto contínuo entre os Estados Unidos e a China com relação a tecnologia e comércio, que já envolveu também companhias como a Huawei e o TikTok.


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