Europa pronta para lançar ao espaço Quantum, o primeiro satélite 'flexível'

Europa pronta para lançar ao espaço Quantum, o primeiro satélite 'flexível'

Satélite tem a capacidade de ser completamente reconfigurado a partir da terra

AFP

Satélite tem vida útil de 15 anos

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O satélite Quantum, primeiro satélite comercial "flexível" que poderá ser reprogramado em órbita, será lançado em 27 de julho de Kourou na Guiana francesa por um foguete Ariane 5, anunciou a agência espacial europeia (ESA) nesta terça-feira.

Uma vez colocado em órbita geoestacionária (a cerca de 35.000 km da Terra), este satélite operado pela Eutelsat tem a capacidade de ser completamente reconfigurado a partir da terra e tem uma vida útil de 15 anos.

Um programa de parametrização fará dele "o primeiro satélite capaz de se adaptar a todo momento às necessidades do cliente e prestar serviço em qualquer região do globo", explicou a ESA em um comunicado. "Em vez de realizar uma transmissão de feixe fixo, Quantum permite que os usuários decidam a orientação de seus feixes", detalha a agência pública (22 Estados-membros).

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A bordo, uma nova antena de rede facilitará mudar de área geográfica em tempo real para fornecer telecomunicações para qualquer região do mundo, ou se deslocar virtualmente para seguir aviões ou navios.

A reconfiguração entre ambas as missões levará apenas "alguns minutos", disse Frédéric Piro, diretor de programa Eutelsat Quantum, em coletiva de imprensa. A Eutelsat não informou quais seriam os primeiros clientes do Quantum.

O satélite, que pesa 3,5 toneladas, foi desenvolvido como parte de uma associação da ESA com a Eutelsat, iniciada em 2015. Foi construído pela Airbus Defence System, construtora, e pela britânica Surrey Satellite Technology, fornecedora de plataforma. Seu orçamento global é de mais de 200 milhões de euros (US$ 360 milhões), dos quais 90 milhões de euros são investidos pela ESA.

"Buscamos a flexibilidade porque quando um satélite é lançado, a demanda e os mercados podem variar com o tempo. Um satélite que não está fixo e pode se adaptar aos clientes tem uma perspectiva mais ampla", disse à AFP Elodie Viau, diretora de telecomunicações da ESA.


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