Google reduz pela metade comissão que cobra dos desenvolvedores em sua loja de apps

Google reduz pela metade comissão que cobra dos desenvolvedores em sua loja de apps

Entretanto, diminuição será apenas sobre o primeiro milhão de receitas anuais do desenvolvedor

AFP

A partir de julho, comissão passará de 30% para 15%

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O Google anunciou nesta terça-feira que vai cortar pela metade a comissão que cobra dos desenvolvedores por oferecer seu conteúdo digital adaptado para o sistema operacional Android em sua loja de aplicativos. A empresa de tecnologia norte-americana anunciou que essa comissão passará de 30% para 15% a partir de julho, mas apenas sobre o primeiro milhão de receitas anuais de um desenvolvedor, segundo publicação de seu vice-presidente de gestão de produtos, Sameer Samat.

O Google e a Apple estão sob pressão há muito tempo para relaxar suas políticas de loja digital nas plataformas móveis convencionais. A Apple anunciou um corte semelhante para pequenas empresas no ano passado.

"Acreditamos que esta é uma abordagem justa que se encaixa na missão mais ampla do Google de ajudar todos os desenvolvedores a ter sucesso", disse Samat sobre essa redução na loja Google Play.

A Apple e o Google exigem que os desenvolvedores usem seus sistemas de pagamento para transações em suas lojas online de aplicativos móveis, serviços e produtos digitais e recebem uma mordida de 30% como comissão.

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Os gigantes da tecnologia que criaram sistemas operacionais móveis rivais iOS e Android argumentam que a comissão é uma norma da indústria e uma compensação justa por administrar lojas online confiáveis onde os desenvolvedores podem prosperar.

No entanto, a comissão que cobram foi muito criticada por desenvolvedores como a Epic Games, criadora do Fortnite, e o serviço de streaming de música Spotify, entre outros, que iniciaram ações judiciais contra essa política em vários países.

Apple e Google também enfrentam resistência crescente de outros gigantes da tecnologia para controlar aplicativos em suas plataformas.

O Facebook e o Spotify alegaram que a Apple age de forma anticompetitiva, impondo regras aos desenvolvedores terceirizados que não se aplicam a si mesma.

As reclamações levaram a poderosa autoridade de concorrência da União Europeia a abrir uma série de processos contra a Apple em junho, relacionados à sua App Store e seu serviço de pagamento Apple Pay.

Vários projetos de lei apresentados em estados dos EUA procuram proibir as grandes lojas de aplicativos de usar um determinado sistema de pagamento para transações.

Embora a App Store seja a única porta de entrada para conteúdo digital em dispositivos Apple, os usuários de smartphones ou tablets Android podem baixar aplicativos de outros serviços.


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