Mark Zuckerberg aceita encontrar ativistas que promovem o boicote do Facebook

Mark Zuckerberg aceita encontrar ativistas que promovem o boicote do Facebook

Notícia surge em meio à crescente pressão sobre a rede social para suprimir conteúdos que promovem racismo e violência

Por
AFP

CEO do Facebook reiterou que não mudaria sua política com base em "ameaças"


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O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, concordou em realizar uma reunião com ativistas sobre as políticas de conteúdo da gigante da internet e prometeu resistir à pressão dos anunciantes que promovem um boicote à rede social, informou a empresa nesta quinta-feira. A notícia surge em meio à crescente pressão sobre a rede social para suprimir conteúdos que promovem racismo e violência.

Zuckerberg disse durante uma reunião com funcionários de sua rede social nesta semana que o boicote provavelmente não terá um grande impacto e que a maioria dos anunciantes "retornará à plataforma", segundo The Information. O CEO do Facebook reiterou que não mudaria sua política com base em "ameaças" e declarou que sempre fará "a coisa certa" para a comunidade do Facebook.

Mais de 650 anunciantes se uniram a uma iniciativa de boicote ao Facebook com esse objetivo, incluindo oito importantes bancos canadenses que nesta quinta se uniram à lista de empresas que usarão seu poder para exigir à rede social um maior controle diante de conteúdos racistas e de ódio.

Scotia, RBC, CIBC, TD, BMO, Nationale, Desjardins e Laurentian, bancos de grande alcance no Canadá, confirmaram à AFP que suspenderão "temporariamente a publicidade paga no Facebook e Instagram".

"Não vamos mudar nossas políticas ou abordagens em nenhuma área por causa de uma ameaça a uma pequena porcentagem de nossa receita ou a qualquer porcentagem de nossa receita", afirmou. "Faremos o que acreditamos ser correto".

Um porta-voz do Facebook ressaltou em e-mail que "levamos essas questões muito a sério e respeitamos os comentários de nossos parceiros (...) Mas, como dissemos, fazemos alterações de política com base em princípios, não em pressões".


Ele disse que Zuckerberg concordou em participar de uma reunião com ativistas, incluindo os da NAACP, da Color of Change e da Liga Antidifamação para discutir as práticas de moderação do Facebook. O jornal Washington Post informou que a reunião acontecerá na segunda-feira.