Novo telescópio da Nasa vai buscar evidências do Big Bang

Novo telescópio da Nasa vai buscar evidências do Big Bang

O SPHEREx ficará cerca de dois anos no espaço e fará quatro vezes o mapeamento de todo o céu

R7

A previsão é de que o telescópio fique pronto entre 2024 e 2025

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A Nasa está cada vez mais próxima de buscar evidências do que aconteceu instantes após o Big Bang. A empresa anunciou, na última terça-feira, que o seu mais novo telescópio, que vai fazer essas buscas, entrou nas últimas fases para a sua criação e construção.

O Espectrofotômetro para a História do Universo, Época da Reionização e Exploração de Gelos (SPHEREx, na sigla em inglês), entrou no que a agência denomina de fase C, e agora pode ter o projeto colocado em prática nos próximos meses. Com um investimento de cerca de US$ 250 milhões, a previsão é de que o telescópio fique pronto entre 2024 e 2025.

Após lançado, o equipamento espacial será usado em uma missão espacial que deve durar cerca de dois anos, mapeando todo o céu quatro vezes e criando, assim, um grande banco de dados sobre estrelas, galáxias, poeira espacial e muitos outros corpos celestes.

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Isso será possível porque o SPHEREx usará uma técnica conhecida como espectroscopia, o que permite quebrar a luz infravermelha em cores, ou ondas individuais, de maneira semelhante ao que faz um prisma. Essa técnica, entre outras coisas, pode descobrir do que é feito um objeto, e estimar a distância que ele está da Terra.

O SPHEREx terá três objetivos no espaço. O primeiro é procurar evidências do que aconteceu menos de um bilionésimo de um bilionésimo de segundo após o Big Bang. Nesse pequeno espaço de tempo, o planeta pode ter se expandido rapidamente, e esse aumento provavelmente influenciou a distribuição de matéria do cosmos.

O segundo propósito será estudar a história da formação das galáxias. Isso será feito analisando tanto as primeiras estrelas formadas logo após o Big Bang, como as que existem até hoje nas galáxias. O SPHEREx poderá investigar o brilho gerado pelas estrelas, o que, segundo a Nasa, varia através do espaço por conta das interações das galáxias.

O último objetivo será buscar por água e moléculas orgânicas congeladas, consideradas “blocos de construção da vida” localizadas no entorno de estrelas formadas a pouco tempo na Via Láctea.


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