UE publica planos estritos para rede 5G sem excluir Huawei
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UE publica planos estritos para rede 5G sem excluir Huawei

Ao contrário dos EUA, Austrália e Japão, o Brasil, Índia e outros países emergentes também abriram os mercados para a empresa chinesa

Por
AFP

Chinesa Huawei, acusada de espionagem por Washington, poderá atuar na União Europeia

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A Comissão Europeia publicou nesta quarta-feira uma série de recomendações estritas para o desenvolvimento da rede móvel 5G na União Europeia (UE) para prevenir qualquer risco de segurança, sem excluir a chinesa Huawei, acusada de espionagem por Washington. Elaboradas pelos países do bloco e pelo Executivo comunitário, as recomendações estipulam a aplicação de "restrições pertinentes para os provedores considerados de alto risco", sem nomear explicitamente nenhuma empresa.

A publicação do guia de medidas não vinculantes para os diferentes governos nacionais acontece um dia depois da autorização parcial do governo britânico à participação da Huawei em sua rede 5G. O governo dos Estados Unidos, que pressiona os aliados a excluírem a empresa chinesa do desenvolvimento da nova geração de parâmetros da rede móvel ao acusá-la de espionar para Pequim, considerou a decisão decepcionante.

Para "mitigar os riscos de segurança", a UE recomenda realizar as "exclusões necessárias (...) para os ativos críticos e sensíveis, como as funções de gestão e de orquestração da rede", explica a Comissão. Os países da UE estão convocados a vigiar que cada uma de suas operadoras "disponha de vários provedores para evitar a dependência de empresas consideradas de alto risco".

Austrália e Japão seguiram o exemplo dos Estados Unidos e proibiram o uso da Huawei, enquanto a maioria dos grandes mercados emergentes, liderados por Brasil e Índia, abrem os braços para a empresa chinesa. O 5G, uma nova etapa da comunicação móvel, permitirá conectar tudo o que atualmente não está conectado, principalmente objetos, em indústrias, cidades ou na área da saúde.