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Aumento tarifário dos EUA a produtos chineses gera queda generalizada nos mercados globais

Na China, bolsa de valores de Xangai encerrou o dia com - 5,58%, a maior queda em um único dia desde fevereiro de 2016

Por
Correio do Povo, AFP e AE

Mercados reagiram com apreensão à informação de que os EUA vão aumentar de 10% para 25% as tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses importados

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Os mercados globais abriram em queda nesta segunda-feira depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou a China com novas tarifas e reavivou a guerra comercial entre as duas potências. O chefe de Estado disse que vai aumentar de 10% para 25% as tarifas sobre 200 bilhões de dólares em produtos chineses importados a partir da próxima sexta-feira. 

Em Wall Street, já na abertura, a Dow Jones caiu 1,61% e a Nasdaq, 2,23%. Na sequência, as quedas eram de, respectivamente 0,86% e 0,94%. A menor demanda por risco afeta o dólar, que avança contra as outras moedas, sendo vendido a R$ 3,9620, ao meio-dia, do Brasil. 

Na China, a notícia da ameaça de Trump com novas tarifas, foi recebida com apreensão. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, fechou o dia com - 5,84%. Já a bolsa de valores de Xangai encerrou a segunda com - 5,58%, registrando a maior queda em um único dia desde fevereiro de 2016. Os principais mercados asiáticos seguiram a mesma tendência de baixa: o Nikkei 225, principal índice econômico da Bolsa de Valores de Tóquio, registrou queda de 0,22%, e o índice composto de valores de mercado sul-coreano (KOSPi), que lista mais de 700 empresas que constam na bolsa de valores da Coreia do Sul registrou baixa de 0,77%.

O desempenho negativo é praticamente generalizado, com influência também no mercado acionário brasileiro. Das 66 ações, apenas seis subiam às 10h54min. Por volta das 11h30min, o Ibovespa cedia 1,24%, aos 94.822 pontos. Entre as quedas, estavam Usiminas PNA (-0,56%), CSN ON (-1,68%) e Vale ON (-1,92%). Refletindo o mesmo contexto dos mercados acionários, o petróleo registra forte baixa, observou em nota o Bradesco. As tensões entre EUA e Irã, que podem gerar alguma escassez da commodity, não são suficientes para conter a baixa nos preços futuros do petróleo, avalia. No mesmo sentido, desfavorecidas pelo dólar mais forte, as metálicas e agrícolas seguem tendência de queda, acrescentou a manifestação do banco. 

As praças europeias também operam com alto nível de receio. Na Alemanha, o DAX-30, relação das 30 companhias abertas de melhor performance financeira tem queda de 1,3%. O CAC 40, índice bolsista que reúne as 40 maiores empresas cotadas em França, cai 1,34%. Na contramão, o FTSE 100, principal índice da Bolsa de Valores de Londres, a maior da Europa, cresce 0,40%.