Além da pandemia, São Borja teme a proliferação mo mosquito Aedes aegypti

Além da pandemia, São Borja teme a proliferação mo mosquito Aedes aegypti

O último levantamento do Serviço de Vigilância da Secretaria de Saúde indicou que já são 607 focos desde janeiro

Fred Marcovici

A região centro-sul da cidade, segue com o maior número de focos do mosquito

A queda nas temperaturas, registrada há semanas, não reduziu a proliferação de focos de larvas do mosquito Aedes aegypti em São Borja, na Fronteira Oeste do RS. O último levantamento do Serviço de Vigilância da Secretaria de Saúde indicou que já são 607 focos desde janeiro. O retorno das chuvas deve ser um dos fatores para as ocorrências, mas o pedido é que sejam mantidas atenções redobradas de prevenção. O alerta é que o mosquito pode transmitir, pelo menos, quatro doenças: dengue, chikungunya, zika vírus e febre amarela.

Janaina Leivas, coordenadora técnica da Vigilância Sanitária, ressalta que localidades próximas a São Borja, principalmente Missões e Noroeste do Estado, têm números recordes de incidência do mosquito, com pessoas doentes e registro de óbitos. Ela ainda chama a atenção para a situação preocupante em território argentino, no outro lado da fronteira.

Associado a este conjunto de fatores de risco, as autoridades da área lembram que somam outras razões para apreensão, as repercussões da atual pandemia do novo coronavírus e por consequência à saúde pública e a economia como nunca visto. “É preciso repetir que as pessoas aproveitem a maior permanência em casa, devido à Covid-19, e revisem seus pátios e demais ambientes domésticos, removendo todos os depósitos de água ou de lixo, que podem virar criadouro de mosquito”, alerta Janaina. O descarte de lixo em áreas da periferia urbana é outro motivo de preocupação. Ambientes úmidos e sujos também são um risco em relação à leishmaniose.

As equipes de agentes de controle de endemias da Secretaria Municipal de Saúde, monitoram regularmente cerca de 24,5 mil domicílios na cidade e na vila de Nhu-Porã. Como se trata de um grande número de locais e não é possível atender a todos ao mesmo tempo, o pedido é que também a comunidade faça a sua parte. Para este ano o Ministério da Saúde previa quatro edições do LIRAa (Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti), mas, em função da pandemia do coronavírus, só deve ocorrer uma amostragem, que já foi realizada em janeiro.

A região centro-sul da cidade, segue com o maior número de focos do mosquito, 342 este ano. O bairro Pirahy, contabiliza 178 focos; no Passo foram 46; e José Alvarez, 34. Já na vila Umbu são 14 a em Nhu-Porã, quatro.


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