Após estudo, Novo Hamburgo ganha Plano de Mobilidade Urbana
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Após estudo, Novo Hamburgo ganha Plano de Mobilidade Urbana

Documento apresenta mudanças que devem ser aplicadas na cidade, visando melhorias para os próximos 20 anos

Por
Stephany Sander

Documento foi entregue em um ato na Casa das Artes, na manhã desta quarta-feira, onde foram apresentadas algumas das mudanças que devem ser aplicadas na cidade

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A cidade de Novo Hamburgo conta agora com um Plano de Mobilidade Urbana. O documento foi entregue em um ato na Casa das Artes, na manhã desta quarta-feira, onde foram apresentadas algumas das mudanças que devem ser aplicadas na cidade, visando melhorias para os próximos 20 anos.

"Temos ações que serão feitas a um prazo de dois ou três anos, mas pensando na cidade do futuro, onde os transportes ativos, que é o deslocamento a pé e de bicicleta, serão valorizados", explica a secretária municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Roberta Gomes de Oliveira.

Elaborado junto com a população, através de pesquisas presenciais, por telefone e duas audiências públicas, o plano foi desenvolvido pelo Consórcio Idom-Planmob, que fez um estudo analisando a atual estrutura de mobilidade da cidade. "Atualmente a população utiliza o transporte individual, seu carro, para se deslocar, sendo que apenas 36% circula de transporte coletivo, uma realidade que precisa ser modificada, pois foge do padrão nacional", salienta a arquiteta responsável pelo estudo, Rebeca Vieira de Mello.

Para fomentar o uso do transporte coletivo e incentivar as caminhadas pelos bairros estão previstas uma série de ações como a criação de uma zona 30, na área central de Novo Hamburgo, onde os veículos deverão trafegar na velocidade de 30 km/h, e o tempo dos semáforos serão alterados, visando mais segurança aos pedestres. Está prevista ainda a implementação de uma rede cicloviária de 73 quilômetros, que permita a conexão de áreas mais distantes com o Centro e com as estações da Trensurb.

Dentro deste contexto, serão criados paraciclos públicos, para que a população possa deixar suas bicicletas e estações com bicicletas elétricas compartilhadas. A integração entre as estações de trem também está prevista, junto com melhorias do passeio público, como calçadas em boas condições, rampas de acessibilidade e mais espaço para circular do que para estacionar veículos.