Após reunião com universidades, Prefeitura pode aumentar restrições em Novo Hamburgo

Após reunião com universidades, Prefeitura pode aumentar restrições em Novo Hamburgo

Prefeita Fátima Daudt se mostrou favorável as medidas restritivas para evitar a propagação da Covid-19

Stephany Sander

Prefeita Fátima Daudt participou de reunião virtual com universidades e Fundação de Saúde de Novo Hamburgo

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A cidade de Novo Hamburgo pode ter restrições ainda maiores, com o objetivo de frear as contaminações de Covid-19 nos próximos dias. A decisão vem após o encontro virtual realizado na manhã desta quinta-feira, pela prefeita de Novo Hamburgo, Fátima Daudt, com técnicos e pesquisadores das Universidades Feevale e Federal do Rio Grande do Sul (Ufgrs) e da Fundação de Saúde de Novo Hamburgo (FSNH).

Segundo dados apresentados na reunião, as ações municipais não teriam resultados efetivos para barrar a contaminação, considerando que muitas pessoas têm familiares e moram e trabalham em cidades diferentes, circulando e disseminando o vírus livremente entre elas.

“Sou a favor de medidas mais restritivas por pelo menos 10 dias. No entanto, por estarmos inseridos na região metropolitana, é preciso que ela seja regional. No difícil e atual cenário, restrições locais não terão resultados”, destacou Fátima após o encontro.

O grupo também foi unânime em alertar para o colapso no sistema de saúde. “Não há mais leitos particulares nos hospitais privados de Novo Hamburgo. No Hospital Municipal, estamos lutando para acomodar mais dez leitos de UTI, sabendo que, infelizmente, eles estarão todos lotados em menos de uma hora”, lamentou a presidente da FSNH, Tânia Terezinha da Silva.

Já o professor titular do Curso de Medicina Veterinária da Universidade Feevale e coordenador da Rede Corona-ômica da Rede Vírus, vinculada ao Mistério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e que procura identificar as mutações do coronavírus no país, Fernando Spilki, frisa que o vírus e suas variantes estão se replicando de forma mais rápida e eficiente.

“Já temos três variantes importantes em circulação no Brasil, e as pessoas estão tendo carga viral mais alta e por mais dias do que antes”, conta, acrescentando que o percentual de testagem positiva nas coletas recebidas tem ficado entre 50% e 55%, o que é considerado muito alto.

Segundo o médico infectologista do Hospital Municipal, Rafael Matiuzzi acrescenta que as pessoas estão necessitando internação hospitalar mais cedo do que antes. Até janeiro, o número de altas e internações eram parecidos, permitindo ao hospital atender a demanda.

“Atualmente, estamos com cerca de 16 a 20 internações por dia contra duas a quatro altas diárias. As pessoas estão adoecendo mais e procurando mais atendimento. A pressão no sistema de saúde é geral", afirma.

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