Associações de cidades gaúchas pedem a manutenção da bandeira laranja

Associações de cidades gaúchas pedem a manutenção da bandeira laranja

A justificativa é de que houve aumento no número de leitos destinados a Covid-19 e redução nas internações

Agostinho Piovesan

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Justificando que ocorreu um aumento do número de leitos de UTI/Covid e leitos clínicos, além da redução de internações, as associações de municípios da Zona da Produção (Amzop) e Celeiro (Amuceleiro) enviaram pedido de reconsideração ao governo do Estado, referente a 14ª rodada do mapa preliminar do modelo de Distanciamento Controlado, que classificou, novamente, 52 municípios desta parte do estado na bandeira vermelha. São 40 cidades da Zona da Produção e 12 da região Celeiro.

“As medidas do Distanciamento Social Controlado para bandeira vermelha, que novamente estamos submetidos, são muito rigorosas e seletivas, por esta razão, desproporcionais à realidade dos municípios pequenos que formam nossa região”, disse o presidente da Amzop, prefeito de Rodeio Bonito, José Arno Ferrari.

O pedido enviado ao governo estadual cita que na última semana, na região, mesmo com o aumento de 14 casos de hospitalizações clínicas confirmadas para Covid, foi ampliada a disponibilidade de leitos de UTI em 45%. Informa, ainda, que a região se preparou, no combate à pandemia, de forma organizada, proativa, atuando com antecedência, realizando ampla testagem, permitindo a identificação e monitoramento dos casos desde o início, evitando, assim, que os pacientes evoluam de forma negativa.

As duas associações alegam que a região apresentou uma diminuição de 11% em relação à semana anterior no número de internados em UTI no último dia que vigorava bandeira laranja. “Prova de que o índice de hospitalizações é aceitável é que o número atual de hospitalizações representa apenas 18,04% do total dos 255 leitos disponíveis para tratamento de Covid na região. Essa ocupação, no sábado, dia 8, já caiu ainda mais, de 46 para 26 hospitalizados, comprometendo atualmente apenas 10,2% dos leitos disponíveis”, cita o documento enviado ao governo estadual.


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